Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

27 de maio de 2010

O Delicado Problema da Soberania

Agora o problema de moda é o acordo que o Brasil firmou com o Irã. As grandes potências já deram o voto negativo. A ONU está levantando algumas sanções contra esse pais, argumentando que estão planejando fazer uma bomba nuclear, e que eles não têm sido claros.

O que eu não entendo é como os Estados Unidos são tão cara de pau. Como eles podem alegar que Irã não está seguindo o que a ONU disse, e que é Irã quem quer fazer uma bomba nuclear, quando eles são os primeiros a pular as decisões da ONU, e quando todos sabem que o mais seguro é eles terem não uma mas sei lá quantas armas nucleares. E outra coisa, como eles são cínicos, eles querem legislar sobre todos os países do mundo e nem se dão o trabalho de disfarçar! Hilary Clinton foi com uma sugestão à ONU para novas sanções contra Irã. E falm contra o Brasil por fazer o acordo. Eles esquecem que cada pais é livre de tomar suas próprias decisões, e se o Lula assinou, por algo foi. Além do que, como bem disse Lula, eles não podem impedir o direito de Irã de ter energia nuclear. Por quê eles podem, e o resto do mundo não? Por quê eles veêm bombas nucleares em todas as outras nações que desenvolvem esta energia, sendo que eles também têm?


Eu acho que é aquilo de que o ladrão julga pela sua condição... se ele rouba todos os outros roubam também, ou, no caso dos EUA, se eles tem bombas nucleares, todos os outros também têm, ou procuram ter. E tomam a posição de donos do planeta, achando que tem o direito de legislar a vontade em todos os países do mundo. Mas cada país é independente, e soberano, autônomo, livre de decisão. Mesmo que lhes doa, os EUA têm que aprender que não governam o mundo. Aquele futuro desenhado por Matt Groening em Futurama não existe, e, espero, não vai existir.

Se os EUA fossem exemplo de algo, eles não seriam os maiores poluidores do planeta... afinal, Hiroshima e Nagasaki foram responsabilidade deles!

24 de junho de 2009

Compartilhando o Mundo

Os conflitos internacionais, as guerras civis, as lutas, acabará isto algum dia?
Hoje assisti um filme sobre o conflito palestiniano-israelita. Crianças dos dois lados falam da sua postura frente ao conflito, dos seus medos, das suas vidas. Eles crescem, e seguem seu caminho, se engajando na luta como militares, ou simplesmente assistindo ao conflito, com medo, impotentes de fazer algo mais do que falar.
Estas lutas terríveis, não são em nada diferentes ao que acontece no meu pais, a Colômbia. São pessoas matando pessoas. Na Colômbia é ainda pior, porque são pessoas do mesmo povo, nascidos na mesma terra, se matando uns aos outros.
Em si as guerras são sempre o mesmo, procura pelo poder. E quem sofre são os inocentes. Pessoas que perdem suas famílias, e se inserem no círculo vicioso das vinganças, porque se ele matou meu pai eu tenho que matar sua mãe. E a dor nunca acaba. No conflito do Médio Oriente, a luta é pelo território. Na Colômbia, pelo poder (sobre o território, os guerrilheiros querem tomar o controle do pais...) Sangue. Dor. Morte.
O território vai seguir ai, por muito e muito tempo, mas as pessoas não. Elas morrem por algo que não é exclusivo delas. Estava ai antes delas nascerem, e continuará ai depois delas morrerem. O território que faz parte de um mundo todo. Como um dos garotos do filme falava, se é possível que nos Estados Unidos convivam pessoas de todas as nações, porque em Israel não? Por que é tão dificil ceder espaço ao outro? Por que tudo tem que ser somente nosso? Quando eu estava na Itália eu vi isso, pessoas de todas as nacionalidades morando na mesma cidadezinha, no mesmo prédio onde eu morava, fazendo compras no mesmo supermercado onde eu trabalhava. E conviviam aparentemente em paz, ainda que os italianos não gostem muito dos estrangeiros. E cada um faz a sua vida.
Quando pensamos que os países do mundo são resultado das colonizações, incluso os países europeus (se bem que eles não se lembram de quando eram tribos vagando pela Europa), nos damos conta que o local onde moramos não nos pertence. Antes estava vazio, ou pertencia a algum outro. Se o local não nos pertence, não podemos querer expulsar dele o outro. Ele também tem direito de estar ali.
Finalmente, só uma pergunta: Será que algum dia vamos a aprender a compartilhar o mundo? A vê-lo como a casa de toda a humanidade? Será que algum dia vamos a deixar de nos proclamar como os donos absolutos da terra, e de passo da verdade? Será que algum dia vamos perceber que o outro é exatamente igual a nós?
P.S. Será que algum dia os colombianos vamos nos cansar de ver morrer nossos irmãos? A gente como que já se acostumou a ver a terra vermelha de sangue...