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18 de dezembro de 2011

Facebook e a Feira da Banalidade

E por fim o Facebook virou moda no Brasil. Depois de muito tempo ignorado, o Facebook conseguiu desbancar o Orkut. Agora todo mundo usa Facebook, e fala mal do Orkut. Algo que chama minha atenção em tudo isso é a Feira da Banalidade que o site de relacionamentos virou de um tempo pra cá. São piadas sem graça, frases sem noção, machistas ou apelativas de alguma forma, desenhos mal feitos, coisas que não dá pra entender como foram parar ai. E todo mundo curte, todo mundo compartilha. Parece que a impessoalidade da internet nos permite exibir um pouco da nossa banalidade, e usamos sites como o Facebook para compartilhar a parte de nós que é mais brincalhona, mais sem noção. 
Mesmo que haja pessoas postando coisas "sérias", a maioria das coisas que se vê no Face é pura "palhaçada". Sites como esse tiram nossa inibição, parece que podemos falar tudo que pensamos, zoar os outros sem piedade, compartilhar um pouco da nossa tolice. 
O problema é quando a tolice é real, quando pessoas sem noção compartilham seus pensamentos sem te-los pensado, e acontecem coisas como a brincadeira de mau gosto com o Lula, as frases chatas quando a Amy Winehouse morreu. Mesmo sendo o Facebook um site que muitos usam para relaxar, para passar o rato, devemos ser conscientes do que escrevemos nele, do que postamos. Afinal, mesmo que cada um escreva e poste na privacidade do seu lar, no seu quarto ou escritório, o que se coloca na internet vira algo público! 
Ahhh, ser humano... pretendemos ser tão sábios, tão sérios, quando no fundo todos temos algo de tolice!

15 de setembro de 2010

Tengo un dolor en el corazón...

Desde semana pasada recibí muy malas noticias: mi perrito fue golpeado. Él está en Colombia, donde lo dejamos por no poder pagar el pasaje para llevarlo con nosotros. Mi abuelita se encargó de él con mucho cariño, y nosotros lo llevamos en el corazón, y sufrimos mucho por tenerlo que dejar. Pero sabiamos de él, que estaba bien, le contabamos los cumpleaños (el 10 de julio) y bueno, le hacia compañia a mi abuelita. Y ahora, cuando está viejito, ya enfermito, mi abuelita lo lleva a pasear y un tipo sin corazón simplemente me lo deja tirado en la calle de la paliza que le dió. El pobre lloraba, no se podia levantar, cuando lo supe me dió el primer dolor. Pero ahora la pena es completa, porque mi perrito no tiene remédio: el viernes se me muere mi Danfer.
No tengo palabras para expresar toda la tristeza que tengo. Y encima de todo estoy lejos, no le voy a dar un último abrazo, no voy a ver de nuevo esos ojitos expresivos. Mi perro fue muy importante para mi y para mi família, pasamos por tantas cosas juntos, vivimos tantos paseos, tanto tiempo... yo sé que ya estaba viejito, pero todavia podia vivir unos años si no fuera por la golpiza que recibió. Y mi pobre abuelita solita, enfrentando el sufrimiento del perrito, viendolo que no come, viendolo postrado del dolor, y ella solita también, sin nadie que la ayude a llevarlo al veterinário, sin nadie para consolarla. Mi abuelita es muy valiente. Pero a ella también le está dando duro el dolor de mi perrito. Y eso aumenta la tristeza del corazón, porque no estoy allá con ella, no puedo hacer nada desde aqui, sólo llorar y ponerme triste, y mandarle unas palabras de consuelo, que parecen tan frias e impersonales recibidas en un e-mail.

Yo sé que la vida es un ciclo, y que tarde y temprano todos se mueren. Pero morir de esa forma es indignante, morir por culpa de otro ser, que no puede ser llamado "humano", es algo que da rabia. Mucha rabia. La impiedad, la crueldad del ser humano es algo que cada día me desespera más. Cada día me asonbra más. La capacidad que tienen algunos de salir por ahí creyendo ser los únicos dignos de respeto, misericordia e amor, los únicos que sienten dolor cuando los golpean, pero que pueden salir golpeando sin piedad a quien sea, hombres, animales, seres indefensos. Cómo algunos tienen la capacidad de decir "pero si es solo un animal". Y es que los animales no sienten? El ser humano es absurdo a veces.

Y el dolor está ahí, en lo más hondo del corazón, esperando el cumplimiento de la sentencia a muerte. Espero que mi Dios no haga sufrir por mucho más tiempo a mi perrito. Espero que mi abuelita descanse de esa angústia. Espero algún día poder volver a mi tierra... pero ya no voy más a encontrar mi perrito esperando, no lo voy a llevar más de paseo, no lo voy a ver al lado mio cuando estoy en casa. Danfer es uno de esos perros que marcan la vida, de esos que parecía que hablaba con los ojos, con su mirada mansa, a veces triste, siempre fiel. Halaba la correa con el gusto de salir a pasear, corría sin cansarse cuando le lanzábamos el palo, o la pelota, lo que fuera nunca duraba bajo su mordida fuerte. Y las veces en que se subía a la cama, y las veces en que escondía el hueso en el sofá. Y cómo jugaba con mi gato. Ellos se querían tanto que dormían juntos. Y mi Pachito que se me fue también, ellos eran tan amigos. Una vez le gustó tanto el paseo que no quería devolverse, y se tiraba del carro para volver al lugar de donde nos estábamos yendo. Y tuvimos que hacerlo correr, para que se quedara quieto, para poder volver a casa.

Es un perro elegante. Todos se admiraban de su belleza, su porte. Es tan bonito... ahora está sufriendo, con llagas en su cuerpo, heridas en su boca y cuerpo, ahora está tan mal... ay qué dolor en el corazón, qué impotencia, no puedo hacer nada aqui! Y mi abuelita debe sentir lo mismo pero peor, viéndolo así sin poder hacer nada. Esperar la visita del veterinário.

Nunca me olvidaré de mi Danfer. Hace parte de mi vida, es el perrito de la casa, hace parte de la família. Se me está muriendo un ser querido. Y para completar, otro ser querido está sufriendo mucho por eso. Ay abuelita. Ay mi Danfer. Ay, ay, qué dolor en el corazón.

2 de março de 2010

Proibido pensar?

Há muito tempo não escrevo. Há muito quero escrever, mas não sabia o que. E não sabia como escrever o que tinha na cabeça. São esses bloqueios que dão de vez em quando, quando se pensa em muitas coisas e não se consegue lidar com nenhuma. Como que se juntam todas, se misturam dentro da cabeça, e se negam a sair, claras e limpas, uma por uma.

Muitas coisas estão acontecendo, têm acontecido ao meu redor. Muitas mudanças e incertezas rondam minha vida estudantil. Muitas correrias e preocupações, esperanças e mais correrias, meu futuro próximo (muito, muito próximo, faltam só 3 meses!) casamento. Voltei das férias com muitas coisas rondando por ai...

Inconforme com a impossibilidade de ser eu. Não posso ser como sou nem na minha casa. Não posso me expressar (e trato sempre de ser o mais "delicada" possível ao falar do que penso, para "não escandalizar"), não posso ser sincera nem com aqueles que são mais vizinhos a mim. Não que eu me reduza às minhas opiniões teológicas. Só que a teologia é o que eu estudo. Faz parte de mim, do que eu quero ser, do que eu penso e vivo. Não posso me desligar da teologia quando entro na igreja. Não posso deixar meus pensamentos e opiniões na porta da igreja, só porque dentro dela se dizem coisas diferentes ao que penso. Não que os outros não possam pensar do jeito deles. Mas quando me dizem para me expressar, para ensinar-lhes o que tenho aprendido, é tão esquisito ver as caras de "terror", as expressões de "meu Deus a menina pirou", as frases diretas e a censura indireta (mas muito clara, dava para perceber), é tão incompreensível! Acaso não foram eles mesmos que me enviaram a estudar no seminário?

Dizer que "o seminário virou liberal" não é excusa para aqueles que não quiseram ouvir. E que não querem. Mas se não deixam que eu fale, pelo menos me deixem tranquila no meu canto. Mas não. Ainda por cima tenho que ir no psicólogo porque "o seminário me está deixando mal"! O que eu tenho aprendido me é cada vez mais querido. Muitas coisas tenho visto que confirmam o que aprendi, muitas coisas tenho ouvido para fechar os olhos e os ouvidos e voltar para o que era antes, para onde querem que volte. E mesmo que tenha que lutar, com os outros e sobretudo comigo mesma, para achar um equilíbrio, por fino que seja, nestes meus pensamentos confusos, prefiro esta maluquice confusa àquelas certezas pre-fabricadas que um dia me ensinaram como verdade absoluta.

Mas é difícil. É difícil perceber que virei um bicho raro. Difícil perceber que mesmo minha família me olha de ladinho nas pregações do pastor, para ver se "concordo ou não". Como se eu tivesse as respostas. É esse o problema das pessoas: não conseguem viver com as dúvidas. A dúvida é um buraco negro do qual se foge, sendo preferível morar na casinha feliz das coisas que se aprendeu desde sempre, que se repetem sem possibilidade de mudança. Melhor o conhecimento velho que a incerteza nova. E voltando à minha família, é meio complicado ouvir sua mãe dizer que quando Jesus vir você vai ficar, porque "estás morna, querida". Meio complicado mesmo pensar o que responder, pesar dentro de você mesmo as palavras, para não chocar os outros com a incerteza deste evento... eu não sei. Pode que ele venha. Se vir, seja bem-vindo. Se não, temos uma luta longa para tentar salvar este mundo moribundo que é nosso lar. Que se ele acabar não vai ser obra de Deus, mas nossa.

A igreja é um vício. Eu não posso deixá-la. Eu não posso deixar de gostar de cantar, orar, me reunir com meus irmãos para louvar a Deus (que é, para mim, o propósito original dos cultos), e não posso deixar de "ouvir a Palavra". Só que agora não é como antes. Não é tudo "lindo, maravilhoso, glória a Deus irmão!!!". Agora é uma luta. Luta para não reclamar das músicas sem sentido (pedir chuva, chuva, e para que carambas eles querem tanta água? Aquele negócio de que são metáforas não me satisfaz mais). Luta para não criticar a mulher que fica "ministrando" meia hora entre cada canção. Luta, sobretudo, para não encontrar coisas que não concordo nas pregações do pastor, ou de quem seja. Não que, repito, eu tenha as respostas. A minha não é verdade absoluta para os outros. Mas a deles não deve sê-lo para mim. E o problema é que eles querem que eu volte a engolir o que eles dizem como isso, como verdade absoluta. E também não é que todos os pastores sejam uns pregadores horríveis. Mas o que eles ensinam é o que vem sendo ensinado há tanto, mas tanto tempo, que já quase todo mundo sabe isso de cor. Todos os que tenham um bom tempo de igreja, pelo menos.

E não se quer mudar. Mesmo sabendo que algumas coisas não são assim (eles, muitos deles, passaram pela mesma cadeira de seminarista que eu ocupo atualmente), ou que se poderia dar ums perspectiva diferente dos velhos conhecimentos, eles repetem a mesma velha lição. A desculpa deles é o que mais me irrita. Não é porque é vontade de Deus (seria uma explicação cara de pau, mas nem tanto quanto a outra), mas porque "a igreja não está preparada, eles não estão prontos para saber isso". Mas, por acaso, os líderes não estão ai para ensinar? (e cuidar das 'ovelhas', mas isso é outra coisa) Levam tantos anos, ou mesmo poucos, criam igrejas do zero para que? Para seguir com a mesma coisa! Assim as igrejas nunca vão estar prontas. E isso me irrita. É como dizer que eles são inferiores, pobre povo que não entenderia. Ahh, e nós não, nós somos privilegiados. Temos o conhecimento, sabeos mais do que eles e não queremos lhes ensinar.

Por acaso o seminarista estava preparado quando começou a estudar? Que eu saiba, eu não estava. Mas aprendi. E, na medida do possível, fui assimilando as coisas, tentando encaixar as coisas de uma forma coerente para mim. Há muitas coisas que ainda não encaixam. E tudo está bagunçado. Mas pelo menos eu posso pensar, posso pegar os conceitos, ponderar o que me serve e o que posso deixar de lado. É complicado, porque não é conhecimento humano. Ou é, mas é mais do que isso. Porque mexe com a fé, com aquilo que é Deus, o grande mistério da nossa vida. Não é algo como matemática. Eu uso a matemática, mas ela não me define. A fé define. E é complicado mexer. Mas, para mim, é necessário. Para mim foi bom perceber outras realidades, ver outras caras na velha moeda. Pode ser que não todos possam fazer isso. Mas deveriam lhes dar a oportunidade de tentar.

E então fui silenciada aos poucos. Cada dia se fez mais difícil saber o que falar, o que deixar guardado dentro de mim. E se fez mais difícil saber quem era eu. Eu já não sou o que era quando estava naquela igreja, quando morava com minha família. Eu não era o que sou, não pensava, criticava nem questionava nem a metade do que faço hoje. Estou tentando encontrar um equilibrio, porque acho que a crítica extrema me fecha às possibilidades. Mas não estou conseguindo muito. A crítica vem quase que automática. E o que penso... só Deus para me entender. Tenho tantas perguntas, tantos pontos vazios e peças do quebra-cabeça que não encaixam no lugar, e que muitas vezes nem têm lugar nele... Isto é doloroso. É complicado. É desanimador. Muitas vezes me perguntei se estou errada. Se ofendi a Deus com isso. Se estou sendo, como disse minha mãe, uma incrédula. Mas não posso voltar ao que era. Seja porque, como disse meu professor, a inocência se perdeu. Seja porque os eventos da minha vida e os que acontecem ao meu redor me confirmam que muitas coisas que nos vendem como brancas são na verdade marrom, cinza podre, verde venenoso. Talvez seja uma mistura de tudo.

Só sei que há mais coisas no fundo do que se mostra a primeira vista. E sei que muitas coisas não entendo, muitas coisas eu não sei. Algumas dessas coisas que não sei não me parecem fundamentais para a vida. Como se a existência de Adão e Eva fosse definir quem eu sou! E cada vez que vejo as confusões, as brigas e as condenações que se fazem fundamentadas em negócios desse tipo, vou andando com um pé atrás. Se algum dia eu vou entender tudo? Duvido muito. Só espero entender o fundamental para viver sem enlouquecer. E mesmo que esteja condenada a ir contra a corrente, condenada a viver procurando uma resposta às dúvidas (que no presente me parecem eternas, para sempre sem resposta), prefiro isso. É melhor ser, como minha mamãe disse, racional, analisar as coisas (e ela disse isso em sentido negativo: deixa de ser assim), tratar de entender um pouquinho de todas as loucuras que se encontram neste mundo. Tentar, só. Que esteja certa, isso já é outra história. Só Deus sabe...