27 de abril de 2009

Questões

Ultimamente as coisas não têm andado como "deveriam" andar. Muitas coisas são cada dia mais confusas, muitos conceitos, razões, valores e idéias que eram fixas agora estão tremendo sobre um chão de dúvida que ameaça acabar com elas, tragar tudo sem deixar nada em pé. O que é, afinal, a vida, senão uma constante mudança de paradigma? Porém, esta mudança dói, e muito.

Algumas das minhas questões fundamentais, perguntas que pelo momento não têm resposta:


  • O que é "o mundo"? Essa coisa tão terrível da qual o "crente" vive fugindo, se escondendo dele nas igrejas, tentando se isolar de todas as coisas que possam trazer o mundo para dentro das suas vidas. Para mim classificar certos hábitos culturais, como beber ou fumar, como coisas mundanas, é algo meio bitolado...

  • O que é pior, ouvir música "do mundo" (de novo o monstro ao ataque) ou dizer mentiras ou ser hipócrita na cara de pau com o irmão que senta do seu lado na igreja? Muitos fofoqueros adoram ir à igreja...

  • Ser "de Deus" é aceitar todas as tolices que alguns pregadores falam? Chorar ouvindo músicas mediocres como "entra na minha casa, entra na minha vida..."?

  • Ser cristão é seguir a Cristo ou seguir o que dizem na sua igreja?

  • Ser "normal" é aceitar todas as regras idiotas que a sociedade impõe?

  • Por que casar é uma doidera (vai estragar a sua vida...), e namorar até os 40 (de preferência com muitas pessoas) é uma coisa aceitável? Não é uma inversão de valores?

  • Por que as pessoas estão tão preocupadas em estragar a vida dos outros? O ditado "a inveja mata" já está ficando curto para todas as atrocidades que as pessoas fazem contra as outras...

  • Por que as pessoas fingem e são tão egoistas que só vem "o seu sofrimento" sem perceber o dos outros?

  • Por que tudo o que a gente aprende como certo afinal resulta errado ou questionável? Por que aprendemos a ver a vida a duas cores quando está cheia de tons intermedios para confundir a visão?

  • Ser decente é usar roupas sem muito decote, saias longas e blusas compridas? Ser vulgar é usar palavrão? Muitas pessoas vulgares tenho visto que aparentam grandeza de cultura...

  • O que é igreja? Já, não venham me dizer que é a reunião dos crentes em Jesus porque isso já não acredito... muitos tem no meio que não estão nem ai nem pra Deus nem para os outros. Eles, porém, são membros de igreja...

  • Desde quando se deslocou o centro do cristianismo? As pessoas não mais pregam Jesus, senão como instrumento de cura que o "missionário tal" oferece... Se ouve falar em milagre, bênção, riqueza, felicidade e bem-estar, o diabo é mandado embora uma e mil vezes para ser chamado no culto seguinte, a fim de poder expulsá-lo de novo. Deus passou a ser marca de consumo, oferecido como se fosse um novo carro com todos os luxos... cadê o respeito?

  • Por que as pessoas se aferram a coisas que não são fundamentais, como o "autor" de este o tal outro livro da Bíblia, brigando "porque foi Marcus mesmo que escreveu o evangelho" e deixando passar as besteiras mencionadas no ponto anterior? Não deveriamos brigar pelas coisas importantes? Muitas pessoas há que não aceitam divergências enquanto as suas tradições, mas aceitam os óleos da bênção e copos de água que certos pregadores oferecem por ai...

  • Que é verdade? A tua, a minha, a dele? Muitas opiniões, cada um afirma que ele está falando a verdade absoluta. E aí, como é que a gente faz?

  • Que é pecado? Ir dançar ou humilhar o próximo? Beber ou fofocar do vizinho? Quais são os nossos valores? Há um padrão de "santidade" um pouco fora da realidade... na verdade é uma série de regrinhas "faça-não faça que obterá resultados espléndidos!"

  • Que é mais importante, resgatar alguém que está sozinho na rua ou evitá-lo porque "pode me contaminar, ele é do mundo"?

Comecei pelo "mundo", terminei pelo "mundo". Para mim muitas coisas não estão no lugar certo, muitas das coisas que temos aprendido desde sempre não enxergam a realidade como ela é, mas como elas pretendem que seja. Não há um só parámetro de existência. A vida é mais complicada e por sua vez mais simples do que muitas vezes aprendemos e pensamos. E agora? Haja paciência, com tantas questões na minha cabeça, só pela misericórdia de Deus que não estou doida sem remédio... pelo menos não tanto!

31 de março de 2009

Saindo do Quadrado

A nossa é uma sociedade individualista. Somos ensinados que devemos procurar primeiro o nosso bem-estar, sem importar o bem estar dos outros. O egoísmo está cada vez mais presente nos corações das pessoas, fazendo com que elas se isolem das outras (isto afeta tanto as relações interpessoais, os casais não entendem mais o conceito de se dar ao outro, cada um quer prevalecer e ser o centro do relacionamento, como o próprio interior do ser humano, com a solidão).
A palavra egoísmo significa: “
amor próprio excessivo, que leva o indivíduo a olhar unicamente para os seus interesses em detrimento dos alheios”. Cada um olha por si, e os outros podem ir pro brejo.
O que tem a ver isto com a igreja? O que tem a ver conosco? Nós estamos inseridos na sociedade, e muitas vezes nos comportamos de forma parecida às pessoas ao nosso redor. Muitas igrejas se fecham aos outros, se tornam entidades que trabalham para si mesmas: as pessoas de fora igual são perdidos e não merecem que compartilhemos do nosso tempo santo com elas. Muitas vezes se estabelecem distinções
entre a “igreja” e o “mundo”, no qual vivem as pessoas não “crentes” que podem contaminar o crente se ele se misturar a elas. Assim se cria uma isola. A igreja fica reclusa no seu quadrado, vendo só por ela mesma.
Mateus 9, 35-36. Durante seu ministério Jesus demonstrou sempre amor e compaixão pelas pessoas. Aqueles que eram considerados pecadores aos olhos dos religiosos da época, porque não podiam cumprir todas as leis, porque eram incapacitados fisicamente ou porque não iam ao templo, eram atingidos por Jesus. Para Jesus não existiam divisões sociais ou religiosas capazes de fazer com que só uma parte do povo merecesse ouvir a sua palavra. Ele via as multidões como ovelhas sem pastor, cansadas, sem esperança. Uma ovelha é um bicho muito burro, sem pastor ela está condenada à morte. As pessoas sem Jesus estavam, e estão condenadas à morte eterna.
Porém, a igreja de Cristo, que devia ser imitadora de Cristo, está reproduzindo o modo de ver as pessoas dos fariseus da época de Jesus, e o modo de viver imposto pela nossa sociedade individualista. Estamos muitas vezes comportando- nos como o levita e o sacerdote da parábola do bom samaritano, evitando o contato com o ferido. Muitos falam: “Somos nós, crentes” Como se por sermos crentes, por vir à igreja merecêssemos um prêmio ou a bênção incondicional de Deus. E o povo? As pessoas que se perdem porque estão sem um pastor que as guie? Muitas vezes nos esquecemos de que um dia fomos como eles, perdidos e sem esperança.
Para sermos como Jesus, devemos sair do nosso quadrado. A nossa missão não é ficar na igreja, bonitinhos, todo domingo assistindo ao culto e fazendo o que um “crente”deve fazer. Nós devemos enxergar como Jesus enxergava. Ao caminhar pela rua, Jesus não via pessoas feias, como muitas vezes nós vemos, não via pessoas sujas ou que devia evitar. Ele via pessoas que precisavam dele, cansadas, de olhar triste, doentes do corpo e do coração. Pessoas sem esperança.
A igreja deve sair da sua comodidade. Ela deve passar a se preocupar menos com o irmão que me olhou mal, com as brigas sem importância, e passar a se preocupar mais com as pessoas. Precisamos enxergar as necessidades da gente ao nosso redor.
A modernidade, como se falou, trouxe a solidão. Já não existe mais compaixão. Na Inglaterra, país onde se desenvolveu muito o protestantismo, as pessoas podem ver uma velhinha cair na rua, e passar do lado. Ninguém ajuda a ninguém, cada um deve ficar no seu quadrado para não “invadir a privacidade do outro”. A nossa realidade não é tão extrema. O brasileiro é hospitalar e acolhedor. Porém, estamos tão acostumados a ver o sofrimento, que quem sofre não nos importa mais.
As pessoas clamam por esperança. Elas precisam uma razão para viver. Nós sabemos que a única esperança e vida verdadeiras estão só em Jesus. O que estamos fazendo para espalhar esta notícia? Não se trata simplesmente de falar, devemos também atuar. (Ler Mat. 25, 42-43) Se nós pregamos o evangelho a alguém com fome, e o deixamos com fome, ele não poderá sentir o amor de Jesus em nós. O nosso Senhor não somente falava, ele fazia.
Mt. 9, 37-38. Para finalizar, devemos começar por orar ao Senhor que nos capacite a ir a este povo que precisa de nós. Ele via que a seara era grande. Precisamos não um missionário só, mas toda a igreja enxergando o povo que morre sem Jesus, que vive uma vida triste, que afronta os problemas sem saber que ao seu lado pode ter ao melhor de todos, a Jesus. Cada um de nós deve se preocupar com as outras ovelhas, aquelas que ainda não conhecem ao pastor mais amoroso que possam ter nas suas vidas. Nós somos ovelhas resgatadas, e devemos nos ocupar com nossas irmãs que estão perdidas. Não há divisão possível entre “igreja” e “mundo”. Nós não somos melhores do que eles. Em certo modo somos as vezes piores, pois conhecemos ao salvador e não nos importamos por fazer com que eles o conheçam também. Somos egoístas.
Jesus tinha compaixão das pessoas, e nós?

13 de fevereiro de 2009

Durmindo a Vida

Muitas pessoas vivem a sua vida como se estivessem durmindo. Elas acordam, seguem sua rotina de sempre, voltam a dormir. As suas vidas passam sem que elas mesmas percebam, e se um dia acordam do seu sono, é só para olhar para trás e ver que a vida passou e elas não a desfrutaram.

As vezes nos deixamos levar pela agitação do mundo, a sociedade que nos impele a desempenhar o nosso papel, as obrigações que se acumulam na nossa frente. O sono que nos invade.

E no entretanto a vida passa, muito mais rápido do que sonhamos.

Tantas vezes é o futuro que nos adormece, pois ficamos perseguindo-o, ficamos sonhando no dia em que as coisas vão ser desse jeito ou daquel outro. Quando o mundo seja melhor. Quando a situação econômica melhore. Quando a sociedade seja muito mais respetuosa, tolerante e amável. E enquanto esperamos ficamos durmindo, não participando ativamente deste mundo de modo a fazer com que nossas esperanças do futuro aconteçam.
Quando iremos acordar? Será que alguém algum dia vai nos acordar e mostrar que estamos neste mundo para viver, e não para dormir? Temos muitas coisas ainda por fazer, muitas situações por mudar, o mundo está cada vez pior pela nossa inatividade. Devemos sair do nosso sono.

O futuro não deve ser só uma esperança inalcançável, ele deve se tornar a nossa meta. As coisas não se fazem sozinhas. A vida não se limita à nossa rotina, não são só as nossas obrigações que devem preencher cada minuto de nossa vida. Temos que parar de correr, correr durmindo, sem perceber as coisas que estão ao nosso redor, o sair e o pôr-do-sol, a natureza fantástica, todas as coisas maravilhosas que foram inventadas porque se precisava delas, e às quais estamos tão acostumados que esquecemos que teve uma época na qual elas eram só um sonho, uma esperança do futuro. Assim como esses inventores, que se levantaram e fizeram o futuro acontecer, assim devemos ser nós.

O mais importante de todo é que estamos vivos para desfrutar a nossa vida (Eclesiastes 5, 18). Devemos aproveitar cada momento aqui na Terra, cada dia com seu próprio mal, mas também com seu próprio bem. Um meu professor disse que Jesus veio, Jesus morreu tentando mudar as coisas aqui no mundo. Ele queria uma mudança na sua sociedade, e por isso os líderes políticos e religiosos ficaram irritados. Ele não se limitou a oferecer felicidade futura, ele morreu tentando mostrar às pessoas como buscar felicidade presente. Ele não durmiu a sua vida. Ele a aproveitou fazendo o que foi encarregado de fazer.

E nós, se estamos durmindo ainda, devemos acordar logo, antes de que seja tarde, antes de que abramos nossos olhos e vejamos que já estamos cansados, sem forças, sem mais vida pela frente. O mundo está ai, para quando decidamos agir. Só que não vai estar ai para sempre. Devemos nos apressar, devemos viver!

Filhos do Rei

Filipenses 2, 5-8.
Na atualidade tem muitas pessoas que se dizem filhos do Rei. Por serem filhos do Rei, eles pretendem ter direito de exigir dele o que eles querem. Assim, se esquecem da sua função neste mundo.
Jesus é o Filho do Rei. Ele é dono de tudo o que existe. O que Jesus fez?
Jesus se despojou da sua glória, e se fez como um de nós. Sendo filho do Rei, se fez humilde. Não nasceu num palácio, mas numa manjedoura. E então: Qual é a nossa atitude? Estamos sendo humildes como Jesus? Ele deve ser o nosso exemplo: João 13,5; 12-16.
Muitas vezes achamos que por ser cristãos somos especiais. Afinal, conhecemos a verdade. Mas, o que estamos fazendo para espalhar esta verdade? Muitas vezes preferimos nos fecharmos nas nossas igrejas, nas nossas casas. Já ouvi várias vezes mães dizendo aos seus filhos para não se juntarem com determinadas pessoas, pois elas “são do mundo”.
Assim era o povo de Israel. Eles se achavam O Povo, filhos escolhidos de Deus e portanto único povo no mundo merecedor das suas bênçãos.
Eles esqueceram o propósito de Deus, que, como ele disse a Abraão, era fazer deles uma bênção para todas as famílias da terra.
Eles se fecharam e não proclamaram o amor de deus aos outros povos. Eles eram os filhos de Deus, só eles. Existem muitas igrejas hoje em dia que são assim. Muitos crentes que são assim.
Mas por causa dos judeus se terem fechado, veio Jesus. Ele veio demonstrar a verdadeira atitude que deve ter o filho de Deus: Ele deve estar disposto a servir. Deve estar aberto aos outros. Deve ser humilde. (Ver Mt. 11,29).
Ser filhos do rei não significa, contrario ao que se ouve pregar por ai, que temos direito ilimitado às bênçãos de Deus.
Não significa que tudo sempre vai sairmos bem. Não significa que somos especiais ou diferentes dos outros.
Se somos diferentes aos que muitas vezes chamamos de “não crentes”, devemos ser-lo pelas nossas atitudes, pela nossa humildade, por estar sempre dispostos a falar de Jesus aos outros. Devemos VIVER como Jesus viveu.
O filho do rei deixou tudo e se fez um pobre carpinteiro. Os seus seguidores, feitos filhos do Rei somente pela sua graça (já que não temos mérito nenhum), temos que seguir o exemplo do nosso Senhor no nosso dia a dia, em lugar de simplesmente nos fechar e somente reclamar as bênçãos de Deus como se fossem nosso direito.
Devemos procurar viver um evangelho verdadeiro. Nós temos que passar a agir na sociedade, pregar o Jesus verdadeiro, aquele que deu a sua vida por nós, aquele humilde, amoroso, que se importa conosco e está perto de nós. Não é o Jesus que fica longe, no céu, muitas vezes pregado em algumas igrejas.
Também devemos estar conscientes de quem é o SENHOR, já que muitos tratam Deus como se fosse o seu servo, ou seu caixa automático.
Jesus se humilhou, morreu para nos dar a vida, como um dom imerecido. Ele, e só Ele, é quem merece toda a Glória (Fil. 2, 9-11). É ele o Senhor, nós somos os servos.

6 de fevereiro de 2009

O que o Senhor Requer

Miquéias 6,6-8
Na época do profeta Miquéias o povo de Deus tinha se afastado totalmente dele. (ver Mq. 7,2-7) A maldade e as injustiças eram cada vez maiores. O sistema religioso israelense também tinha se corrompido, e as pessoas se lembravam de Deus (YHWH) só uma vez por ano, quando iam oferecer sacrifícios no Templo de Jerusalém. É contra esta situação que o profeta reclama, já que as pessoas achavam que as oferendas e os sacrifícios eram suficientes para agradar a Deus, sem importar as maldades que cometiam no resto do ano. Para eles não era necessário o compromisso com Deus.

Depois da época do exílio o povo judeu tornou-se o oposto do que tinha sido na época de Miquéias. Eles começaram a
dar uma excessiva importância ao cumprimento da lei. As pessoas que não cumpriam ao pé da letra todos os mandamentos de Moisés, e outros que foram se agregando às leis, eram considerados pecadores e desprezados. Porém, isto não foi bom (ver Lucas 18,9-14): Se antes achavam que os sacrifícios eram suficientes para agradar a Deus, agora achavam que o cumprimento literal das leis (sem pensar no objetivo das leis) era suficiente para agradá-lo. Eles nem sequer pensavam em cumprir as leis por amor a Deus, mas para exaltação deles mesmos.
O povo não aprendeu a lição.

Muitas vezes nós somos como esse povo. Muitas vezes perdemos o foco da nossa vida cristã, o nosso amor a Deus, para limitar-nos ao cumprimento de ritos e leis. Deus não quer só sacrifícios, ele não liga para as demonstrações externas. O que é que verdadeiramente Deus requer de nós? O profeta Miquéias nos da a resposta: (ver Mq. 6,8) Também Oséias tinha dito algo assim (ver Os. 6,6). Para Deus o mais importante é um coração humilde. Se nós não somos humildes diante dele, por mais que possamos ser “justos” diante dos homens, diante dele não seremos aprovados, assim como o fariseu não o foi.

Nós devemos nos lembrar qual é a verdadeira razão para sermos cristãos: não é porque nascemos na igreja ou somos membros de uma há muito tempo, não é porque é legal ir aos cultos ou porque somos tão bonzinhos, mas é porque Deus um dia se compadeceu de nós, pecadores, e nos salvou. Lembrarmos do amor de Deus é suficiente para sempre ter uma atitude de humildade ante o nosso Deus e entre os nossos irmãos.

Ele nos chama ser justos. Será que o fariseu foi justo, menosprezando ao publicano no seu coração? Será que somos justos só por jejuar ou dar o dízimo? Se observarmos o contexto social de Miquéias (ver. Mq. 7,2-7) podemos ver que a verdadeira justiça é ter compaixão com os outros. É exercitar o amor aos nossos irmãos, aos nossos vizinhos, e àquelas pessoas que não conhecem de Deus e que estão morrendo sem ele. Muitas vezes fazemos uma separação entre as pessoas “do mundo” e nós, como se eles foss
em algo perdido, limitando-nos a criticá-los. Esquecemos que Jesus veio a salvar pessoas como eles, que são IGUAIS A NÓS, e que ele nos deu como tarefa falar a eles do amor de Deus. Estamos como os fariseus, que achavam quem não cumpria as leis pecador, mas não faziam nada por essa pessoa.

O evangelista nos diz que foi o publicano quem saiu justificado por Deus depois da sua oração, em lugar do fariseu. O que o publicano fez? Ele foi HUMILDE. Ele não veio diante de Deus com uma atitude de auto-suficiência, mas com humildade no coração.

O povo de Deus não mudou o seu coração, apesar de ter ouvido as palavras de profetas como Miquéias e Oséias. O seu coração permaneceu duro até nos tempos de Jesus, até mesmo ouvindo o que ele pregava e vendo o que ele fazia.
Nós, como cristãos, devemos lembrar sempre do que Deus realmente quer de nós, pois é essa a nossa meta como crentes. Deus se importa mais com as pessoas e menos com os ritos.
Que a nossa vida não seja uma experiência vazia, QUE NOSSO CORAÇÃO NÃO SEJA DURO, QUE NÃO ESQUEÇAMOS NUNCA QUEM SOMOS DIANTE DE DEUS E PORQUE ESTAMOS AQUI. Deus requer de nós humildade, Deus requer de nós amor, para com ele e para com os outros. Ele nos chamou a ser servos. O mundo precisa de Deus. O que estamos fazendo para que ele seja conhecido?

Viviana Carolina Mendez Rocha

17 de setembro de 2008

De Autores e Autoridade

Para falar de temas que causam polêmicas é necessário ter muito cuidado, para não ofender as pessoas que pensa diferente de mim. Mas é necessário falar, fazer as pessoas pensar, refletir.

Desde sempre nos foi ensinado que certas tradições são a regra, em muitos aspectos da nossa vida. As tradições bíblicas são as mais fortes, e mexer com estas tradições é, na maior parte dos casos, mexer com as convicções e a fé das pessoas. Para mim isto é errado. Se uma descoberta, um novo conhecimento surge, e se este conhecimento contraria as tradições por longo tempo defendidas, as pessoas entram em choque, se revoltam, condenam tudo sem escutar razões. Não digo que todo conhecimento ou nova descoberta seja verdade absoluta, assim como as tradições antigas não o são. O que eu quero dizer é que muitas vezes baseamos as nossas convicções em ditas tradições, ou em cada nova descoberta que surge. E nos esquecemos do que é realmente importante.

Para falar num caso simples, o Pentateuco. Todo mundo acredita que foi Moisés quem escreveu o Pentateuco, ele sozinho criou os cinco livros a partir de narrativas orais. Tudo mundo afirma isto, nas igrejas, nas ruas. Só que esta tradição foi há muito tempo ultrapassada. Hoje em dia, no ambiente acadêmico, se sabe que não foi (não é possível, simplesmente) Moisés quem escreveu o Pentateuco (como podia ele descrever a própria morte?). Este conjunto de livros é o resultado de um longo processo de compilação de tradições, relatos, narrações e leis, no período do post-exílio.

Mas então, se isto é reconhecido oficialmente há muito tempo, porque nas igrejas, porque as pessoas "leigas" ainda acreditam na autoria mosáica? Muitos dizem que as pessoas não estão preparadas para este conhecimento. Segundo eles, se as pessoas soubessem estes fatos, ao meu ver tão simples, elas perderiam a sua fé, veriam questionadas as suas crenças, e, no pior dos casos, renegariam a sua fé. Isto, lastimosamente devo dizer, muitas vezes é a verdade. Afirmar uma coisa tão simples como que Moisés não escreveu o Pentateuco ocasiona nas pessoas condenação, rejeição da afirmação.
Ou os Evangelhos. Quantas vezes ouvimos nos púlpitos que foram os apóstolos, cujos nomes levam os livros, aqueles que escreveram os quatro Evangelhos. Hoje se sabe que não é assim. Com excepção de Lucas, os Evangelhos foram escritos por comunidades cristãs do primeiro século, preocupadas em resolver questões internas e em relatar aos novos convertidos, que não eram da geração de Jesus, os fatos e ditos do seu Mestre e Senhor. E Paulo. As cartas paulinas em sua totalidade afirmam que foi Paulo quem as escreveu. Mas, atualmente, as pesquisas revelaram que, por exemplo, a carta aos Efésios não pode ter sido escrita por Paulo, já que data de uma época posterior à morte do apóstolo.
E agora? O que fazer? Renegaremos todos a nossa fé? Claro que não!!! O que as pessoas têm que entender, o que é necessário que as pessoas parem para pensar é: em que você está colocando a sua fé? Se eu deixo de acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus só porque Moisés não escreveu o Pentateuco, eu estou demonstrando que a minha fé não está posta em Deus, mas em Moisés. Eu creio que a Bíblia é Bíblia porque Paulo escreveu Efésios, e que é um livro sagrado porque o apóstolo Mateus escreveu o Evangelho com seu nome. E ai, onde deixo a Deus? Onde está o Autor principal, aquele que ao longo dos séculos cuidou da formação do cânon, da propagação da palavra, da Bíblia? Onde está a minha fé?

Eu acredito que as pessoas devem ser preparadas para o confronto. Devem dar importância ao que é realmente importante. Que seja ou não uma pessoa conhecida e famosa a autora de um texto bíblico não aumenta nem tira autoridade ao texto. Ele tem autoridade em si mesmo, como o texto que ao longo dos tempos tem sido combatido, escondido, destruido, mas que ao longo de tudo tem permanecido até os nossos dias. A Bíblia não tem autoridade pelas pessoas que a escreveram ou formaram, mas tem autoridade por ser a Palavra de Vida, a Palavra de Deus. Esse Deus que usou simples pessoas, com seus erros, suas culturas e costumes, para formar este grandioso livro.
Para terminar: "O fato de que o autor pessoal seja ou não conhecido por seu nome, ou que seja mais ou menos exatamente datável na história, é secundario e não modifica a natureza do texto, que teve um autor e quis comunicar alguma coisa." (Horácio Simian-Yofre. Metodologia do Antigo Testamento)

8 de setembro de 2008

Meu Deus é um Deus alegre!!

Eu li uma vez, num livro infantil, de uma garota que perguntava à mulher que cuidava dela: "Porque este Jesus sempre tem a cara tão triste?" Ela se referia aos diversos quadros que "retratavam" a Jesus Cristo, nos quais os artistas tinham retratado um rosto serio, geralmente com aspecto triste e deprimido. Eu mesma tenho visto muitas imagens de "Jesus" que o mostram como um homem serio e de olhar muito triste.

Eu ouvi uma vez uma mulher me dizer que Jesus não ria, nem sorria, que sorrir e rir não é coisa boa e por isso Jesus não o fazia. Ele era sério, sempre.

Eu percebi que neste mundo as pessoas cada vez mais ficam tristes, cada vez nas ruas é mais difícil ver pessoas rindo, ou pelo menos alegres, com um sorriso no rosto. Cada vez mais as pessoas passam pela vida com um rosto cheio de tristeza, de dor e solidão. Pois bem, quando vejo estas pessoas, e penso no que eu li, no que aquela mulher me falou, eu sinto que Jesus não poderia ser uma pessoa de olhar triste, de rosto sempre sério. Para mim Jesus foi um homem alegre, já que tinha a alegria de ter um relacionamento direto com Deus Seu pai, e também estava aqui na terra, nos dando o exemplo, com a sua vida, de como nós deveriamos ser. E não creio que nós devamos ser pessoas sérias.

Como bem se sabe, o riso ajuda na curação das doenças. Estar alegres faz se sentir mais leve, e riri um pouco alonga a vida. O meu Deus, o Deus que criou o mundo, criou o homem para ser alegre, criou a boca para rir e sorrir. Senão nós não teriamos essa capacidade. Jesus foi um homem extraordinário. Ele deixou toda a sua glória e se fez um simples homem por nós (ver Filipenses 2), e enquanto estava entre nós fez muitas coisas maravilhosas. Mas o mais importante de tudo foi que nos deu o seu amor. Eu não posso me imaginar Jesus olhando para a mulher adúltera com um olhar cheio de amor em um rosto sério. Ele com certeza estava sorrindo para ela, dissendo-lhe com seu sorriso que a amava, que a perdoava e a aceitava.

Um sorriso faz toda a diferença. Um sorriso dado a uma pessoa preocupada pode animá-la. Um sorriso pode fazer uma pessoa séria e preocupada sorrir. Um sorriso recebido de alguém que achavamos que não gostava de nós pode mudar tudo dentro de nós.

Neste mundo triste e deprimido, é importante que as pessoas saibam que tem alguém que as ama, alguém que olha para elas não com um rosto sério e um olhar triste, mas alguém que as olha com amor, que está com os braços abertos esperando-as, com um sorriso de amor no rosto. Jesus não pode ter sido uma pessoa triste, pois ele é a fonte da nossa alegria.

Que os cristãos nos lembremos sempre disto, e que passemos a refletir a alegria e o amor de Cristo a todos, não só na igreja, mas lá nas ruas, no trabalho, na escola, nos lugares onde realmente se encontram aquelas pessoas que ainda não acharam a alegria de Deus, aqueles que vivem num mundo cheio de tristeza, solidão e individualidade.

11 de agosto de 2008

Mal Momento...

Muitas vezes quis escrever alguma coisa aqui. Afinal, desde há muito que este espaço esta igual. Mas as palavras não querem sair...ficam presas no meio do peito, entre as dores, entre as preocupações, entre as tantas coisas que passam pela cabeça numa fracção de segundo.
Quando as coisas vão ficar normais? Quando vai passar a dor?

9 de junho de 2008

Falando de Amor



Há pouco tempo só se ouvia falar de amor. Por ocasião do Dia dos Namorados, todo o que se ouvia era a palavra "amor". Mas realmente, na atualidade, sabemos o que é o amor?

Na nossa sociedade o significado da palavra amor se tem perdido. Para a maioria das pessoas amar é sinônimo de ter relações sexuais. Mas o amor é muito mais do que isso. É dar tudo por alguém, dar sem esperar receber, é se preocupar com o bem-estar daquela pessoa especial, pensar primeiro nela que em si mesmos, aceitá-la como é sem criticar ou julgar.
Amar não é simplesmente algo físico, é algo que se sente desde o fundo do coração, que faz com que as idéias fiquem bagunçadas só de ouvir a voz da pessoa amada, que faz com que se saiba que ele está aí sem sequer olhar, é dar importância a pequenos detalhes, a pequenos gestos e situações, a momentos que para os outros não têm importância.
Amar é se dar por completo ao outro, não no sentido físico, mas no sentido do ser por completo. O amor pode até doer no fundo da alma, mas essa dor significa que algo importante aconteceu na nossa vida, e isto nos faz diferentes. Não em vão se escreveram milhões de canções, poemas e romances, falando das diferentes sensações e emoções que o amor dá. Amar é algo fundamental para o ser humano, que vai além do físico, que vai além da racionalidade (pois quem disse que o amor é algo racional? Já quis muitas vezes que fosse...) e que enche a alma de coisas novas, de novas razões de viver e de novas expectativas com respeito ao futuro.
O maior exemplo de amor que eu conheço é o de Jesus, que nos amou assim como somos, com todas as nossas imperfeições e defeitos. Ele nos amou, e morreu por nós, e dar a vida pela pessoa amada é para mim a maior demonstração de verdadeiro amor. Espero que o significado de amor não continue perdido entre a publicidade que diz "no dia dos namorados papãe e mamãe não", entre os exemplos errados das novelas, entre a falta de verdadeiro afeto que existe neste nosso mundo moderno.

30 de abril de 2008

Reflexão do Mês

O caminho atravessado com lágrimas geralmente é o caminho que leva à felicidade.
Se as lágrimas são suas companheiras, não se preocupe!!! Elas não vão deixar você sozinho....ainda que todos os outros o façam!
O mais importante de tudo é saber que Deus está no meio das lágrimas...
by Vika

10 de abril de 2008

De mudanças...

Geralmente a vida é uma rotina. Estamos tão acostumados a fazer sempre as mesmas coisas, a seguir os mesmos esquemas, que quando algo acontece, o quando nos enfrentamos com a perspectiva de uma mudança, entramos em choque. Choque de desejos, eu quero mudar mas não quero, choque de opiniões, pois sempre haverá pessoas a favor da mudança e pessoas em contra, choque de sentimentos, eu me sinto feliz de mudar mas me sinto triste de deixar o que já conheço e faço.
As mudanças são muito importantes na vida. Muitas vezes, mesmo por estar tão acostumados com a rotina, nos esquecemos que além dela existem outras coisas, há muitas coisas para fazer, muitas oportunidades de aprender, de conhecer outras coisas, ou mesmo de conhecer a nós mesmos, que às vezes são atrapalhadas pela nossa rotina. Quando estamos tão totalmente presos do costume, é bom parar e pensar, se não está chegando o tempo de mudar. Isto pode assustar-nos, pois muitas vezes a mudança nos enfrenta com o desconhecido, ou com a perda da segurança que temos estando na nossa rotina. Mas, quando nos decidimos a mudar, se abrem ante nós muitas novas opções, e ao mergulhar no desconhecido, aprendemos não somente coisas novas do mundo, mas também, e principalmente, de nós mesmos.
Para mim chegou o tempo da mudança, pra vocês quando chegará?

8 de abril de 2008

O Que Cantamos é Verdadeiramente Música "Cristã"?

Lembro-me de um episódio dos "Simpsons", no qual uma mulher cristã, falando com o conhecido Flanders, diz: - A minha banda deixou de ser cristã, agora toca música rock normal-. Aí Flanders pergunta: - Mas como é possível?- Ela responde: - Ahh, é fácil, eles não dizem mais "Jesus" mas "baby, baby"... (assim de bom era o conteúdo da música quando cristã...)
O que é música cristã? Atualmente no mercado da música existem inúmeras bandas chamadas de "gospel", agrupações de todos os tipos, tocando todo tipo de ritmo, dizem cantar para Cristo. Mas quando se ouve o conteúdo da música, a letra, muitas vezes se percebe que o que eles cantam é algo totalmente sem sentido, teologicamente errado ou até engraçado, mas que realmente não são músicas que exaltem, pelo menos na minha opinião, verdadeiramente ao Jesus da Bíblia. Músicas que dizem "faz fogo descer e consume-nos" (talvez estão querendo morrer queimados...), "Os seus cabelos são brancos como a neve" ou "Aclame ao Senhor com cántico novo, pois fica bem na congregação" (??) se ouvem por aí como os últimos grandes éxitos para "louvar a Deus". Para mim o conceito de louvor se perdeu por completo.
O que é louvar a Deus? É dizer o quanto Ele é maravilhoso, o quanto eu preciso dele para viver, o quanto Ele é grande e digno de toda honra. Quando eu canto, o que eu canto deve ter um sentido, deve falar da grandeza de Deus, das coisas grandes que Ele têm feito na minha vida, do amor que eu sinto por Ele. Quando eu canto, não devo cantar porque a melodia é bonita, ou porque têm um ritmo agradável. Tenho que pensar no que estou cantando.
Tem uma música que particularmente detesto. Essa que diz: "Eu me humilharei, Teu nome gritarei (...)aos teus pés eu chorarei, mas olha para mim...". Para mim, essa música contradiz todo o que a Bíblia fala respeito à pessoa de Deus. As pessoas podem argumentar que esta música se refere à parte da Bíblia que fala de Zaqueu, mas a questão é que quem está cantando não é Zaqueu! E esta dizendo para o Deus a quem pretende louvar que vai se rasgar as vestes, vai se arrastar pelo chão a ver se Deus é tão bondoso se olhar pra ele! Sendo que o que a Bíblia diz é que Deus sempre está olhando pra nós (Salmos 33:18) e que Ele é fiel ainda que nós sejamos infiéis (2Timóteo 2:13) só por dar uns exemplos. Ao longo da leitura da Bíblia fica claro que Deus se preocupa conosco, se importa do que acontece com nós, Ele não está distante, distraído com outras coisas que o impedem de olhar pra nós. Ou é que por acaso estamos voltando à época vétero-testamentaria onde para os judeus Deus estava tão distante que era mais cómodo adorar os deuses de outras nações, que moravam mais perto deles que Deus?
As pessoas estão cantando essa música querendo agradar a Deus, mas dizendo-lhe que não se importa com elas se elas não se arrastam e fazem escândalo? Eu não estou de acordo com o que esta letra fala, assim a melodia seja suave e, aparentemente, de "adoração".
Na atualidade as pessoas não pensam no que cantam. Isto é aproveitado pela indústria, que produz milhões e milhões de novos discos de música "gospel", da qual muito poucas letras têm realmente conteúdo. A teologia da prosperidade têm invadido o mercado. Música que fala de bênçãos, de promessas que Deus tem que cumprir (como se fosse nosso servo), e de coisas que serão nossas se ouvem em qualquer estação de radio evangélica. Essa que diz: "Restitui, eu quero de volta o que é meu..." é um exemplo claro. O crente, que não está colocando atenção no que canta, mas na melodia que "toca o coração", está reclamando de Deus algo que "lhe pertence". Agora, todos nós nascemos nus e sem possuir coisa alguma. O que é que está reclamando? Que foi que perdeu que quer de volta, se você nasceu sem nada?
Eu acho que devemos tomar consciência do que cantamos, devemos procurar oferecer a Deus músicas sinceras que falem de coisas sinceras. Músicas que estejam concentradas na pessoa de Deus, não na pessoa do homem (pois atualmente é o homem que reclama, o homem que recebe a bênção, o homem que se corta a veia porque Deus não olha pra ele de outro jeito).

2 de abril de 2008

Dos Absurdos da Vida

É absurdo...

Que depois de passar meia hora sem clientes, quando está chegando a hora de fechar, três minutos antes chegue aquele cara que quer "só uma coisinha de um minutinho".

Que as pessoas julguem os outros só pela aparência.

Que eu tenha que viver pensando no que os outros estarão falando de mim.

Que num pais com tantos recursos naturais como o Brasil ou a Colômbia as pessoas passem fome e sede.

Que as pessoas só fiquem preocupadas com quem vai ser o cara que vai ganhar o Big Brother.

Que as pessoas só se lembrem de Deus quando estão metidas em encrenca.

Que seja mais barato viajar para o exterior do Brasil que dentro do Brasil.

Que de Colômbia no exterior só se saibam as coisas ruins, com todas as maravilhas que a Colômbia têm para se destacar no mundo.

Que governos como o dos Estados Unidos fomentem guerras e destruições, como a guerra de Vietname, a do Timor Leste e a do Iraque, a custa dos seus próprios cidadãos (para não falar dos habitantes desses países que sofreram e ainda sofrem a violência e desolação da guerra).

Que depois de tantas coisas que passaram neste mundo, ainda exista o racismo.

Que depois de olhar para um amanhecer, para a beleza das montanhas ou para a imensidade do mar, alguém ainda tenha a coragem de dizer que Deus não existe.

26 de março de 2008

Frase do Mês...

"Ninguém pode falar, nem mal nem bem, de quem não conhece, das situações que não conhece, de coisas que não lhe interessam"
"Nessuno può parlare, ne male ne bene, di chi non conosce, di situazioni che non conosce, di cose che non sono del suo interesse"

by Vika

17 de março de 2008

Da Hipocrisia e o Uso de Máscaras

Muitas vezes ouvi dizer que é necessário tirar as máscaras, aprender a viver sem elas. O problema é que eu ouvi falar isso, mas o que tenho visto na prática é tudo o contrário: você sem máscaras não consigue viver. Estas máscaras protegem a pessoa dos outros, do que eles podem falar de você. Agora bem, se eu quiser aplicar o principio tantas vezes proclamado, estarei cometendo um erro? Parece que sim.
Uma pessoa não pode viver fora da sociedade. O problema muitas vezes é que a sociedade na qual a pessoa está inserida não é uma boa referência de vida. Ao meu redor eu vejo muitas coisas que eu achava que não deveriam acontecer, coisas que os outros fazem, dizem, que contrariam totalmente o que essas mesmas pessoas dizem que é bom ou que é mau.
As máscaras se usam para fazer as pessoas ver algo que não é real. Tenho ouvido nestes tempos, que é necessário ter uma conduta irreprochável diante das outras pessoas, pois elas sempre estão olhando para as nossas actividades.Uma imagem, uma "boa imagem" que as pessoas têm que ter de nós, ainda que na verdade sejamos outro, façamos coisas que a "imagem" de nós jamais faria. Não que não podamos fazer o que quisermos, o importante é que os outros não saibam. Ou, como se diz: "Faça o que quiser, mas onde ninguém ver". Porque o que importa, no fim das contas, é manter a "imagem".
O que me pergunto é: "O que é que os outros têm a ver na minha vida?" Será que eu estou devendo algo a alguém, que tenho que me esconder para fazer alguma coisa? Não estou falando me esconder para fazer algo errado, já que o que os outros acham que você está fazendo muitas vezes não está nem perto da realidade. E ai vem outra questão: Se eu não estou fazendo algo errado (igual eu sei que Deus vê tudo, e que é a Ele que dou conta do que faço), porque as pessoas têm que falar? Falar de que? Dos meus amigos? Da minha ida e da minha vinda? Eu não estou devendo nada a ninguém, eu não me interesso no que fulano fez e o que fulana falou, porque os outros estão tão interessados na minha vida?
O que eu tenho ouvido é que a gente tem que usar máscaras para que os outros não falem da gente. Porque? Acaso sendo eu mesma vou dar o que falar? Tenho que construir uma fachada que esconda quem sou eu, o que eu penso e o que eu faço? Se eu sou sincera estou errando?
O problema é que as pessoas, além de falar dos outros, geralmente falam mal. A malícia está no fundo do coração de quem fala de outro, e se pode falar mal, fala, assim o que esteja dizendo não seja verdade. Desta maneira, a sociedade não deixa muitas alternativas: ou você é você, e se expõe às críticas maliciosas de quem está ao seu redor que se intromete no que não lhe importa, ou você usa máscara, fazendo uma fachada "impecável" (segundo os parâmetros dos outros) e passa a ser juiz de quem não actua igual a você. Mas eu acho que, ainda usando máscaras, o pessoal fala. Alguma coisa, mas tem que falar, e você vai estar sendo falso com você mesmo, falso com os outros, sorrindo desde a sua máscara e pensando no fundo: "Este tal fez isto..." "Eu sei que esta falou mal de mim...". Para mim isso não é vida.
Deus chama à honestidade. Se eu vivo com Ele e nele, eu vou ter a consciência tranquila. O que faço não é problema dos outros, mas problema meu, e se eu erro eu tenho que responder a Deus de meus erros. A mais ninguém. As máscaras não têm lugar, excepto se você se comporta de forma questionável, sabe disso, mas não quer que os outros saibam. E ai você se esquece de que Deus está olhando além da máscara. Ele sabe de tudo, assim os outro não o saibam. Por tanto, sabendo disso, o uso de máscaras não é admisível para mim, porque se eu erro, assim seja em secreto, quem tem verdadeira importancia para mim sabe do meu erro. A opinião dos outros não importa, mas a dele sim, e ela não pode ser iludida com uma máscara bonita.
O que eu faço é problema meu. Punto. O que faço só importa a Deus. Punto. Os outros podem procurar alguma coisa realmente importante para fazer, que não falar do que não é assunto deles!!!!!!

6 de março de 2008

Dei paesi che ficcano il naso dove non devono


La situazione attuale della mia Colombia è molto delicata, questo si sa. Ma è delicata a causa delle accuse infondate dei vicini presidenti Hugo Chávez e Rafael Correa.
Che Colombia è entrata senza autorizzazione, è vero. Ma è anche vero che un importante capo dei terroristi delle Farc, Raul Reyes, si rifugiava in Equador. Il governo colombiano in ripetute occasioni ha informato al presidente ecuadoriano della presenza di gruppi delle Farc nel suo territorio, ma lui ed il suo governo non ci hanno fatto caso. E poi, cosa vogliono che facciamo i colombiani? Lasciare che tutti i capi delle Farc vivano felici e contenti in altri paesi dove non possiamo attaccarli? E poi fanno il maggiore scandalo e dicono che abbiamo fatto un "attacco terrorista" al Equador! Macchè!
va be', E poi, Hugo Chávez, presidente della Venezuela, cos'ha da fare in mezzo a questo litigio? Perché Equador ha il diritto di chiedere scuse per la violazione fatta alla sua frontiera, ma e Venezuela cosa c'entra li? Che si sappia, Colombia non ha mosso un dito per attaccare la Venezuela, anche sapendo che in quello paese si trovano altri capi delle Farc. La Colombia stava non aveva molte opzioni: se avvisava a Equador che aveva trovato Raul Reyes, sicuramente non avrebbe più potuto attaccarlo, perché lui sarebbe fuggito, mica ci fanno credere che non sono tutti amichetti...e se attaccava, come ha fatto, si trovava davanti a un'accusa di violazione di frontiera, come si è trovata.
Io credo che il governo ha fatto quello che doveva fare. È stato un brutto colpo ai terroristi delle Farc, ma con questo anche HugoChávez ha cominciato a tremare. Per questo ha fatto tanto chiasso. Per questo mettere il suo esercito nella frontiera con Colombia. Lui non ha nessun motivo di essere in mezzo a tutto il problema, per lo meno apparentemente. Con la sua attitudine dimostra che ha qualcosa da nascondere, e lo sta facendo sotto le sue parole inopportune e irrispettose contra il nostro presidente Álvaro Uribe. Ma vedremo ancora quanto tempo rimarranno le cose come stanno. La sua amicizia con le Farc non è per nessuno un segreto, anche se non si hanno le prove. Ma le troveranno.
Adesso anche Nicaragua sta contra la Colombia. Perché mai? Vuole approfittare la confusione per mettere di nuovo a galla la sua voglia di diritti sopra San Andrés e Provvidenza, anche se è stato ripetutamente confermato che queste isole sono nostre. Chi altro vuole opinare su qualcosa che non gli corrisponde?
Hugo Chávez, o piccolo Hitler, vuole a tutti i costi mettere in una cattiva luce le azioni del nostro presidente, che per tutto questo tempo non ha fatto altro che cercare una soluzione alla guerra, sterminare definitivamente un flagello così insopportabile per il popolo colombiano come sono le Farc. Hugo Chávez ha messo nel gioco tutti i suoi amichetti presidenti latino americani. Speriamo che il popolo di questi paesi re agisca, speriamo che i venezuelani, gli equadoriani, i nicaraguensi e tutti gli altri si oppongano a le assurdità fatte e parlate per i suoi governanti. Speriamo che il "sogno Bolivariano" di questo pappagallo Chávez non si realizze mai.

5 de março de 2008

Fofoca


Ohhh!! Fofoca, sem ti eu não vivo.
Tu és pra mim o ar, sem o qual não respiro.

Fofoca minha, se eu algum dia deixar de estar contigo,
eu acho que meus olhos se fechariam, de uma vez e para sempre!
Eu prefiro deixar de comer, se alguma fofoca eu puder colher.
Os meus ouvidos sempre lavo com especial cuidado,
para poder assim, fofoca fresca eu conseguir.

Ohhh!! Fofoca, sem ti eu não vivo.
Tu és pra mim o ar, sem o qual não respiro.

Se eu vejo passar por ai alguém que não me agrada
com certeza ele tá indo pra fazer coisas erradas,
talvez vai trair a namorada, quem sabe!!
com certeza é algo ruim, se não, não tinha essa cara.
E aquela garota ai, sempre cambiando de amigo, isso ai está muito raro,
deve ter negócio escondido.

Ahhh, fofoca, tanto me tens ensinado, sem ti o que eu faria? Estudar? Nem pensar!
Eu vivo para ti, tu és minha alegria.
A razão pela qual vivo é pra fofocar de meu amigo,
meu vizinho, camarada, quem passar no meu caminho.
O mais importante de tudo, e não deixar viver os outros,
eles têm que aprender a importância que tu tens!

Ohhh!! Fofoca, sem ti eu não vivo.
Tu és pra mim o ar, sem o qual não respiro.


*Dedicado aos fofoqueros do Seminário...

3 de março de 2008

Ser solteira ainda é um crime?


A sociedade atual se diz livre. Segundo o que se pregona na mídia e nos jornais, ao que é afirmado pela maioria, atualmente você pode ser o que você quiser, fazer o que você quiser. Não que eu esteja de acordo com isso, mas o que se da a entender é que a gente não tem mais que fazer uma determinada coisa, o que se esperava na antiguidade que você fizesse.

Na antigüidade, e aqui vou me referir especialmente à época da minha escritora favorita, Jane Austen, se esperava somente uma coisa das mulheres: que elas casassem. O importante era não ser solteira depois dos trinta. As pobres mulheres que não conseguiam cumprir esta obrigação social eram desprezadas, o seu valor era nada. Eram umas fracassadas na vida.
Agora bem, na atualidade, com tudo o que se fala de feminismo (eu não estou totalmente de acordo com o feminismo, deixo claro...), libertação da mulher, etc, supõe-se que isto não acontece mais. Mas é só isso, uma suposição. Não que as pessoas queram que as mulheres casem, com o mundo como está, onde é comum ir morar junto e tudo isso. Mas se você é solteira, ainda jovem, mas sem namorar ou ficar com alguém, você tem algo que não va.

Não sei sinceramente porque as pessoas se importam tanto com a vida alheia, ou quanto influi na felicidade de alguém ver uma pessoa namorando ou ficando. Talvez só influi na medida que eles têm tema de fofoca com os amigos ao falar de um novo namoro ou de quantos ficaram com aquela garota no final de semana. Outra utilidade eu não vejo, outra importancia de um namoro para alguém que não faz parte do casal não existe, pelo menos para mim. Mas o fato é, que as pessoas se importam muito com você, se você faz isto ou aquilo, se você namora, está casada/o ou vai divorciar.

O que é que as pessoas esperam de uma jovem solteira? Que fique ou namore. Se você não faz nenhuma dessas coisas é uma fracassada na vida, meia pessoa. Exatamente como na época de Jane Austen. Não importa que você tenha estudado ou esteja estudando, não importa o que você tenha feito, se você não ter namorado, não é ninguém. Não que importe com quem você esteja namorando, ou ficando, pode ser o cara mais ignorante ou pouco interessante do mundo, o importante é que você está "dando uns pegos com ele"!! O que é que pretendem?? Que a garota fique com o primeiro babaca que passa pela sua frente só para ser parte do grupo? Que a mulher namore qualquer saído de sei-lá-onde só para que os demais deixem de encher o saco??

A pressão social às vezes è muito forte, sobretudo se você tem a "desgraça" de morar num lugar pequeno onde todo mundo se conhece. Se alguém ver você falando ou caminhando com um homem, significa (para esse alguém) que entre vocês dois rola algo. Se você sair com um homem, significa que è para se "pegar" (pessoalmente detesto a palavra...). Cada homem que você conhece é uma possibilidade de "desencalhar", e cada vez que você está com raiva ou nervosa por alguma coisa é porque tem necessidade de "se dar uns pegos" com alguém.

Sinceramente, eu não estou contra o namoro. Ficar, cada qual sabe o que é certo ou errado. Mas isso é uma questão pessoal, algo que não deve ser imposto pelos outros. Eu não quero desperdiçar o meu tempo com alguém que não vale a pena, ou com o qual não entendo querer passar o resto da vida junto. Para mim, namorar não é só beijar na boca (que é, segundo a minha opinião, o que pensa a maioria, ou pelo menos os que eu conheço), e ficar não tem sentido, enquanto depois você não sabe se vai acontecer algo com aquela pessoa ou não (isso se você ficar com quem você gosta, tem cada um...); é uma opinião pessoal.

O importante é que, independentemente de você namorar ou não, as pessoas têm que respeitar e valorar você pelo que você é. Não pelo seu estado civil. Nesta época de "liberdade", devemos ser realmente livres. Livres de ser solteiras/os sem que olhem pra nós como criminais. Livres de elegir aquela pessoa que não vai ser só o namorado do turno, mas uma pessoa importante na sua vida. Livres, enfim, de namorar quem se quer. E quando se quer.

22 de fevereiro de 2008

Di nuovo alle lezioni!!

E infine, un nuovo anno di studi è appena cominciato. È stato bello rivedere i vecchi amici, i colleghi con i quali devi condividire la maggior parte del tuo tempo qui, e tornare alla rutina si è così semplificato. Ma quando arrivano quei fine settimana dove tutti vanno via, e il seminario rimane così vuoto che devi farti coraggio per uscire della tua camera, è difficile non pensare a quello che si è lasciato dietro, così lontano come avere tutto il Atlantico fra di noi.
Gli amici, la famiglia, si sente di più la nostalgia quando sei in una camera vuota. Ma sappiamo che il tempo passa, che fra poco ci rivedremo di nuovo, e questa speranza riempie di animo e di voglia di fare le cose bene, di imparare di più, per poter offrire di più al mio ritorno.

Carissimi miei, vi voglio tutti tanto bene!!!