Riflessioni sulla vita e la società. Espaço para a reflexão dos assuntos da vida, teológicos e sociais.
20 de agosto de 2009
Voltando...
Bom, depois do desabafo obrigatório (afinal o blog é bom para desabafar...), só quero dizer que o mar está morrendo. Estamos fazendo dele o nosso grande lixão. Até quando vamos tomar consciência? Os corais estão morrendo, abafados pelo lixo que é jogado no mar, desde eletrônicos até camas, cadeiras, celulares. As piadas dos Simpsons, que achamos tão engraçadas, só refletem a nossa realidade e a nossa irresponsabilidade...
Outra coisa, ainda tenho dúvidas sobre metade das coisas que ouço falar por ai... ainda estou muito desconfiada das pessoas, sobretudo aquelas que andam por ai com carinha de "santas"... ainda fico pensando na sinceridade de certos cantores, pregadores, mercenários que usam o nome de Deus como eles bem entendem... já até ouvi falar de um martelo que faz milagres!!
Talvez estou sendo excessivamente crítica (na verdade sou consciente que sou mesmo uma crítica extrema), mas... o que posso fazer? Cada dia vem com um novo absurdo!
Bom, o importante é agir, não ficar só na crítica... porém as vezes queria voltar a ser aquela ingênua que achava tudo tão liiiiiindoooo, tudo tão "espiritual"... o que é pior?
Para finalizar, falo o mesmo que no início: voltei... bem ou mal, aqui estou, com um novo semestre para enfrentar, dudas, medos e confusões que ressolver, muitas pessoas das quais sentir saudades... bastante para estar ocupada por agora!
3 de julho de 2009
Um pouco de tudo
Mas é mais difícil ainda estar sozinha. Agora, com o final do semestre, todos estão viajando de volta ao lar. Eu, ainda tenho que ficar aqui estes dias. E é muito duro. A tristeza vela o coração mesmo sem
querer, mesmo lutando com todas as forças para se manter alegre, normal. Os dias corridos, as tantas coisas para resolver ajudam a se distrair, mas chega o momento que o coração fica pesado, e as lágrimas se juntam querendo sair todas ao mesmo tempo. E não se pode fazer nada, só chorar, ou então aguentar a vontade de chorar.Muitas vezes experimentei isto, muitas vezes irei experimentar. Sentimento conhecido, a tristeza. Algo que é universal, compartilhado por todos, sejam brancos, negros, amarelos ou o que seja. Mulheres e homens, crianças e adultos, todos algum dia experimentaram a tristeza. Ai é quando vemos que todos somos iguais. As diferenças que os homens se impõem uns aos outros, classificando as pessoas por cor, sexo ou riquezas, tudo é artificial. O ser humano básico continua ai, sentindo, chorando ou rindo, amando ou odiando. Passando fome, sede e cansaço da mesma forma. Por que então, ser humano, te iludes e aferras às diferenças artificiais? Porque não te aceitas homem um, como és na verdade?
Voltando à tristeza, é bom desabafar. É bom escrever. É bom ter como dizer o que está fechado no peito, afogando, oprimindo o coração. É tão ruim quando não se tem alguém por perto, alguém que possa entender, que não tente impor suas opiniões, só que esteja ali ouvindo. É tão ruim se sentir sós...
Muitas coisas têm acontecido nesta semana. A mais famosa, claro, é a morte de Michael Jackson. No meio de todos os "choros" dos fãs, no meio de toda a publicidade, de todo o sensacionalismo, se esconde um desrespeito absurdo para com o morto. Isto é, o cara acabou de morrer, e já estão vendendo imagens, sons, tudo que tenha a ver com ele. Se aproveitando da tristeza alheia para fazer dinheiro. Afinal, dinheiro é o que mais importa neste mundo materialista. A única coisa que tenho a dizer, com respeito ao cantor, é que acho que teve uma vida muito mas muito triste. Se via nos olhos dele. E agora, nem acabou de morrer e estão já divulgando todos os "aspectos secretos" da sua vida. Pobres estrelas. Pobres famosos. Vidas sem paz, mortes com menos paz ainda.
Nestas palavras todas, falando um pouco de tudo, encontrei o médio para me tranquilizar. Escrever me faz bem. Todas as coisas que estavam "cravadas no peito", agora estão, como dizer... cravadas no papel.
26 de junho de 2009
Desabafo...

24 de junho de 2009
Compartilhando o Mundo
Hoje assisti um filme sobre o conflito palestiniano-israelita. Crianças dos dois lados falam da sua postura frente ao conflito, dos seus medos, das suas vidas. Eles crescem, e seguem seu caminho, se engajando na luta como militares, ou simplesmente assistindo ao conflito, com medo, impotentes de fazer algo mai
s do que falar.Estas lutas terríveis, não são em nada diferentes ao que acontece no meu pais, a Colômbia. São pessoas matando pessoas. Na Colômbia é ainda pior, porque são pessoas do mesmo povo, nascidos na mesma terra, se matando uns aos outros.
Em si as guerras são sempre o mesmo, procura pelo poder. E quem sofre são os inocentes. Pessoas que perdem suas famílias, e se inserem no círculo vicioso das vinganças, porque se ele matou meu pai eu tenho que matar sua mãe. E a dor nunca acaba. No conflito do Médio Oriente, a luta é pelo território. Na Colômbia, pelo poder (sobre o território, os guerrilheiros querem tomar o controle do pais...) Sangue. Dor. Morte.
O território vai seguir ai, por muito e muito tempo, mas as pessoas não. Elas morrem por algo que não é exclusivo delas. Estava ai antes delas nascerem, e continuará ai depois delas morrerem. O território que faz parte de um mundo todo. Como um dos garotos do filme falava, se é possível que nos Estados Unidos convivam pessoas de todas as nações, porque em Israel não? Por que é tão dificil ceder espaço ao outro? Por que tudo tem que ser somente nosso? Quando eu estava na Itália eu vi isso, pessoas de todas as nacionalidade
Quando pensamos que os países do mundo são resultado das colonizações, incluso os países europeus (se bem que eles não se lembram de quando eram tribos vagando pela Europa), nos damos conta que o local onde moramos não nos pertence. Antes estava vazio, ou pertencia a algum outro. Se o local não nos pertence, não podemos querer expulsar dele o outro. Ele também tem direito de estar ali.
Finalmente, só uma pergunta: Será que algum dia vamos a aprender a compartilhar o mundo? A vê-lo como a casa de toda a humanidade? Será que algum dia vamos a deixar de nos proclamar como os donos absolutos da terra, e de passo da verdade? Será que algum dia vamos perceber que o outro é exatamente igual a nós?
P.S. Será que algum dia os colombianos vamos nos cansar de ver morrer nossos irmãos? A gente como que já se acostumou a ver a terra vermelha de sangue...
18 de junho de 2009
"Marley e Eu" e o Dia dos Namorados
O filme "Marley e Eu" não trata, como se pode pensar no início, de um cachorro. Trata de uma família que vive boa parte da sua vida em companhia de um cachorro, doido e hiperativo, mas que fez parte dos momentos alegres e tristes das suas vidas. Porém, o filme não se centra tanto no cachorro como na vida da família, começando com o casal recém-casado, com sonhos, expectativas, ilusões e uma vida planejada. Eu gostei muito do filme por ser real, o casal não era perfeito, cada um tinha dúvidas, medos, frustrações. A esposa teve q
O filme, para mim, mostra a essência do amor. Não amor de romance, onde tudo é cor de rosa e a vida é perfeita. Amor no meio das dificuldades. Amor quando se está com raiva do outro, quando se está cansado, quando as coisas não parecem avançar. Amor real.
A melhor parte do filme, pra mim, é quando eles falam, a mulher cansada depois de ficar o dia inteiro com as crianças chorando e o cachorro latindo e fazendo bagunça, o homem cansado depois de um dia de trabalho. Eles tinham brigado. Ai, a esposa disse a seu marido que apesar de todas as dificuldades, ela não se arrepende das escolhas da sua vida, e que ama ele. E diz que sabe que, apesar de todos os problemas que se apresentem, eles os vão enfrentar, juntos, e vão passar por tudo. Para mim isto é que é amor.
O dia dos namorados virou, se não o foi desde sempre, algo comercial. O que se celebra não é o amor entre duas pessoas comprometidas uma com a outra. Se celebra o sexo, se incentiva o dar presentes esperando receber algo em troca. Amar ou namorar não é algo sério, mas banal. Os casais se fazem e desfazem com a rapidez com que derrete o gelo sob o sol quente. O conceito de amor tem se perdido, confundido com o ato sexual. Uma pessoa "ama" a outra quando tem relações sexuais com ela. Mas isto não é, para mim, amor. Isto e uma desvalorização do sentimento mais importante que o homem pode experimentar.
O que este filme mostrou para mim é que é possível, sim, ter um casamento onde o amor dure. Eu já vinha pensando o que é o amor, e como se faz para que um relacionamento consiga sobreviver aos problemas que se apresentam. Na atualidade os problemas não se solucionam, eles se evitam. Se uma coisa me traz problemas, eu a excluo da minha vida. Se essa coisa é um casamento, tanto faz. Melhor cair fora. É a forma mais fácil, afinal.
Porém, conclui que quando se ama conscientemente, sabendo quais são os defeitos e as virtudes da pessoa amada, aceitando-a como ela é, quando se tem consciência das dificuldades que se irão enfrentar na vida, e se tem a convicção de que se quer passar essas dificuldades junto a essa pessoa, quando se tem compromisso com o outro, e não simplesmente se usa o outro, então o amor dura. Compromisso não é simplesmente uma aliança no dedo ou um papel assinado. Compromisso está no coração, tendo respeito pelo outro, querendo o melhor para o outro, e querendo fazer o possível para que esse melhor possa acontecer. Compromisso é algo de dois, é algo que não aparece do nada, mas que se constrói junto com o outro.
Amor para mim é mais do que beijos e carícias, mais do que presentes e palavras.
Meu caminhar nas vias do amor até agora está começando. Muitas coisas faltam para acontecer, muitos problemas virão pela frente. Mas eu quero sempre seguir adiante, por entre todos os problemas, por entre todos os cansaços e todas as lutas. Sempre do lado da pessoa que escolhi como meu companheiro, meu amigo, meu amor. Essa pessoa que faz a minha vida especial, que me ajuda, me da forças, essa pessoa que é o presente mais lindo, a maior bênção da minha vida. E não vou desistir. Só isso tenho como certeza, não vou desistir.
Dedicado especialmente para Leo, meu amor, meu tudo. Ainda que tenhas dormido o filme inteiro, eu te amo... rsrsrsrs
9 de junho de 2009
Igualdade? Liberdade?
Mas será que essa igualdade toda, essa liberdade toda, existem de verdade? Será que a pessoa que caminha na rua, ao ver uma criança jogada em um canto, meio vestida e faminta, se sente de verdade igual a ela? Será que os seus filhos são, para ela, iguais em tudo àquela criança suja?
Duvido muito. O princípio de igualdade, tal como o temos hoje na nossa sociedade, é uma utopia, um disfarce para todas as injustiças descaradas que se cometem por ai. As pessoas não são avaliadas nem tratadas em ba
se ao princípio da igualdade. Elas são julgadas, tratadas, avaliadas, com base na sua posição no mundo, as suas possessões, seu nome. Uma pessoa da rua só é considerada igual por aqueles que estão na sua mesma condição. A igualdade só existe em cada estrato da sociedade. Eu sou igual a quem é da minha mesma condição.Porém, a sociedade proclama a igualdade universal do ser humano. E nós, seguimos assim, acreditando, fingindo que a sociedade vive o que proclama. A igreja (ela não pode faltar na reflexão, afinal ela se acha diferente da sociedade...) vive no mesmo sonho, a bela utopia da igualdade humana perante Deus. Contudo, a igreja faz distinção entre "justos" e "pecadores", entre santos e perdidos. E a sociedade não sente o agir da igreja.
Jesus veio com a proposta de amar ao próximo como a você mesmo. Outra utopia. Como meu professor falou, se eu amasse ao meu próximo como a mim mesma, não o deixaria passando fome em baixo da ponte. Mas como próximo é aquele que está no meu mesmo estrato social...
Quando deixaremos a hipocrisia? Quando encaremos a sociedade como o que é, totalmente injusta, totalmente desigual, quando não deixemos mais que os outros pensem por nós, e vejamos com nossos olhos a realidade do mundo, talvez haja uma esperança de passar a agir. Claro, é mais cômodo ficar sentado, reclamando do governo e das injustiças (quando elas são cometidas contra nós), olhando as pessoas sofrer sem sequer mexer o mindinho. É mais fácil se escudar em Deus como o ser que nos levará ao céu. É melhor pensar que Jesus veio ao mundo só por nós. Quem não é igual a mim nem sequer ocupa um lugar nos meus pensamentos...
E falando de liberdade, esta sociedade não é livre. As pessoas não são livres. Desde crianças, são treinadas para não opor resistência ao sistema opressor sob o qual aprendem a viver, cômodas e inativas. Desde sempre há o controle do pensamento. Os meios de comunicação, e isto não é novidade, são escolas de conformismo, ilusões vendidas ao povo nas novelas, nos comerciais que insistem em que comprar certa coisa, se inscrever em tal outra é o caminho da felicidade. E a igreja, em lugar de ser um ente libertador nesta sociedade louca, é mais um ente opressor, alienante, que impede às pessoas de pensar, as coloca sob o medo eterno do juízo de Deus, do juízo do "irmão, da exclusão (pelo menos nas igrejas batistas o membro pode ser excluído se cometer algum "pecado mortal", geralmente engravidar [enquanto isso muitos hipócritas, mentirosos e caluniadores assistem tranqüilamente os cultos...]).
Onde estão as igrejas filhas de Deus, proclamadoras da mensagem de igualdade e liberdade de Jesus Cristo? Estão ocultas em baixo de tantas doutrinas, de tantos ritos vazios, de tantas liturgias estáticas... Onde está o povo de Deus que quer mudar esta sociedade? Está reclamando as bençãos de Deus, o qual tem a OBRIGAÇÃO de fazer milagres e encher de dinheiro a todas as pessoas que peçam, e que assistam aos cultos de certas igrejas... Onde estamos, como cristãos, e sobretudo como seres humanos, neste mundo utópico de falsa igualdade, falsa liberdade, falsa humanidade?
3 de junho de 2009
"Ainda Bem Eu Vou Morar no Céu..."
Essa frase faz parte de um cântico que ouvi alguém cantar. Não o conheço muito bem, mas a frase é significativa. Ela diz tudo o que os cristãos aspiram. Ir morar no céu. Em si esse desejo é normal. Ir morar com Deus é uma esperança válida. O ruim é que a igreja se centra nisso, e se esquece que ela vive na terra. Tanto se esquece que passa a ver a terra, os outros seres humanos que não assistem à igreja, como "o mundo", uma espécie de demônio contra o qual eles devem lutar. Os que estão "no mundo" são pecadores e vão para o inferno. O mundo é mau. O único que importa é a esperança de ir morar no céu. Desta forma, os cristãos estão se esquecendo do próximo. Se eles são parte do mundo mau, então não é conveniente nos juntar a eles. Desta forma a igreja se está isolando, pensando que ela é superior aos que estão "no mundo".
Ainda bem que vou morar no céu. O mundo pode se lascar, meu vizinho pode morrer de fome que não estou nem ai. O importante afinal não é esta vida, mas a vida futura, no céu.
Para mim esta cosmovisão está errada. Com esta posição a igreja se fecha em si mesma, esquecendo da sua missão de ir ao mundo. Jesus não nos disse que nós eramos uma classe aparte de seres humanos. O nosso objetivo no mundo não é ir ao culto nos domingos e nos cumprimentar com os nossos irmãos por sermos tão santos, enquanto quem não vai na igreja é um pecador condenado. A igreja foi constituída para morar na terra. O céu não pode substituir a esperança de fazer diferença no mundo.
Agora bem, para os crentes fazer diferença no mundo geralmente é não fumar, não beber, não fazer isto e deixar de fazer aquilo. Mas para mim a diferença não se limita a fazer ou não coisas. A diferença está na atitude que os cristãos têm com as outras pessoas. Eu faço a diferença quando me importo com as pessoas ao meu redor, mesmo se elas não vão à igreja. Mesmo se elas não são cristãs. O amor de Cristo se demonstra por meio das ações. Mas se a igreja só se importa com ir morar no céu, não liga para o outro, e demonstrar o amor de Cristo a quem for deixa de ser importante. O importante é o sentimento egoísta de que "eu estou salvo, vou para o céu". E assim, a igreja egoísta vai fechada para o céu.
Será que isto mesmo é o que Deus espera de nós? Eu acho que não. Jesus veio ao mundo para demonstrar o amor de Deus aos homens, aqueles pecadores que não iam ao Templo, e que por isso eram considerados perdidos. O esquema parece familiar. Os mesmos padrões de "santidade" da época de Jesus são aplicados por aqueles que se dizem seus filhos. Aqueles para os quais o mundo, as pessoas e a vida terrena não importam, porque o importante é a vida futura, quando Jesus venha.
Jesus veio fazer diferença enquanto estava vivo, caminhando pelas ruas sujas da Galiléia, no meio das pessoas que precisavam de atenção e amor, aquelas que eram esquecidas pela sua sociedade, marcadas com o selo do "pecado", seja por doença, por gênero (mulheres eram nada), por posição social. Quem não cumpria os ritos era pecador. Agora quem não está dentro da igreja é pecador. Como se quem está dentro da igreja fosse perfeito! Quase quase estamos dizendo que é um mérito ir ao céu.
Porém, estamos esquecendo a vida na terra, estamos esquecendo de olhar para nosso mestre, seguir seus passos, ouvir suas palavras. O nosso trabalho é aqui. No tão temido e odiado "mundo". As pessoas ao nosso redor precisam de ver uma igreja em ação, aberta para eles, que não só procure "salvar almas", mas melhorar as condições de vida de quem precisa, enquanto está aqui na terra. O "mundo" precisa ver uma mudança, uma que venha de nós. Temos que mudar nossa visão. Nosso alvo não deve ser o céu, devem ser as pessoas, já que estas são o alvo de Jesus. Nós estamos querendo fugir da nossa responsabilidade. Claro, o mais cómodo é deixar as coisas como estão. Como elas não importam, como quem está no mundo está perdido mesmo... Como o importante é ir ao céu...
28 de maio de 2009
Boneco Jesus

27 de maio de 2009
Entendes o que lês?
te na Bíblia.26 de maio de 2009
Dedicatória a una Flor en Su Día

21 de maio de 2009
Pontos de vista
por algo sobre outra, é porque a sua cabeça ela está certa, e seu ponto de vista é absoluto. Como falei, quando se começa a questionar as coisas se vê que muitas coisas que pretendem ser absolutas em verdade não o são.20 de maio de 2009
Absolutos questionáveis

12 de maio de 2009
Retiro Forçado
27 de abril de 2009
Questões
- O que é "o mundo"? Essa coisa tão terrível da qual o "crente" vive fugindo, se escondendo dele nas igrejas, tentando se isolar de todas as coisas que possam trazer o mundo para dentro das suas vidas. Para mim classificar certos hábitos culturais, como beber ou fumar, como coisas mundanas, é algo meio bitolado...
- O que é pior, ouvir música "do mundo" (de novo o monstro ao ataque) ou dizer mentiras ou ser hipócrita na cara de pau com o irmão que senta do seu lado na igreja? Muitos fofoqueros adoram ir à igreja...
- Ser "de Deus" é aceitar todas as tolices que alguns pregadores falam? Chorar ouvindo músicas mediocres como "entra na minha casa, entra na minha vida..."?
- Ser cristão é seguir a Cristo ou seguir o que dizem na sua igreja?
- Ser "normal" é aceitar todas as regras idiotas que a sociedade impõe?
- Por que casar é uma doidera (vai estragar a sua vida...), e namorar até os 40 (de preferência com muitas pessoas) é uma coisa aceitável? Não é uma inversão de valores?
- Por que as pessoas estão tão preocupadas em estragar a vida dos outros? O ditado "a inveja mata" já está ficando curto para todas as atrocidades que as pessoas fazem contra as outras...
- Por que as pessoas fingem e são tão egoistas que só vem "o seu sofrimento" sem perceber o dos outros?
- Por que tudo o que a gente aprende como certo afinal resulta errado ou questionável? Por que aprendemos a ver a vida a duas cores quando está cheia de tons intermedios para confundir a visão?
- Ser decente é usar roupas sem muito decote, saias longas e blusas compridas? Ser vulgar é usar palavrão? Muitas pessoas vulgares tenho visto que aparentam grandeza de cultura...
- O que é igreja? Já, não venham me dizer que é a reunião dos crentes em Jesus porque isso já não acredito... muitos tem no meio que não estão nem ai nem pra Deus nem para os outros. Eles, porém, são membros de igreja...
- Desde quando se deslocou o centro do cristianismo? As pessoas não mais pregam Jesus, senão como instrumento de cura que o "missionário tal" oferece... Se ouve falar em milagre, bênção, riqueza, felicidade e bem-estar, o diabo é mandado embora uma e mil vezes para ser chamado no culto seguinte, a fim de poder expulsá-lo de novo. Deus passou a ser marca de consumo, oferecido como se fosse um novo carro com todos os luxos... cadê o respeito?
- Por que as pessoas se aferram a coisas que não são fundamentais, como o "autor" de este o tal outro livro da Bíblia, brigando "porque foi Marcus mesmo que escreveu o evangelho" e deixando passar as besteiras mencionadas no ponto anterior? Não deveriamos brigar pelas coisas importantes? Muitas pessoas há que não aceitam divergências enquanto as suas tradições, mas aceitam os óleos da bênção e copos de água que certos pregadores oferecem por ai...
- Que é verdade? A tua, a minha, a dele? Muitas opiniões, cada um afirma que ele está falando a verdade absoluta. E aí, como é que a gente faz?
- Que é pecado? Ir dançar ou humilhar o próximo? Beber ou fofocar do vizinho? Quais são os nossos valores? Há um padrão de "santidade" um pouco fora da realidade... na verdade é uma série de regrinhas "faça-não faça que obterá resultados espléndidos!"
- Que é mais importante, resgatar alguém que está sozinho na rua ou evitá-lo porque "pode me contaminar, ele é do mundo"?

Comecei pelo "mundo", terminei pelo "mundo". Para mim muitas coisas não estão no lugar certo, muitas das coisas que temos aprendido desde sempre não enxergam a realidade como ela é, mas como elas pretendem que seja. Não há um só parámetro de existência. A vida é mais complicada e por sua vez mais simples do que muitas vezes aprendemos e pensamos. E agora? Haja paciência, com tantas questões na minha cabeça, só pela misericórdia de Deus que não estou doida sem remédio... pelo menos não tanto!
31 de março de 2009
Saindo do Quadrado
A palavra egoísmo significa: “amor próprio excessivo, que leva o indivíduo a olhar unicamente para os seus interesses em detrimento dos alheios”. Cada um olha por si, e os outros podem ir pro brejo.
O que tem a ver isto com a igreja? O que tem a ver conosco? Nós estamos inseridos na sociedade, e muitas vezes nos comportamos de forma parecida às pessoas ao nosso redor. Muitas igrejas se fecham aos outros, se tornam entidades que trabalham para si mesmas: as pessoas de fora igual são perdidos e não merecem que compartilhemos do nosso tempo santo com elas. Muitas vezes se estabelecem distinções
entre a “igreja” e o “mundo”, no qual vivem as pessoas não “crentes” que podem contaminar o crente se ele se misturar a elas. Assim se cria uma isola. A igreja fica reclusa no seu quadrado, vendo só por ela mesma.Mateus 9, 35-36. Durante seu ministério Jesus demonstrou sempre amor e compaixão pelas pessoas. Aqueles que eram considerados pecadores aos olhos dos religiosos da época, porque não podiam cumprir todas as leis, porque eram incapacitados fisicamente ou porque não iam ao templo, eram atingidos por Jesus. Para Jesus não existiam divisões sociais ou religiosas capazes de fazer com que só uma parte do povo merecesse ouvir a sua palavra. Ele via as multidões como ovelhas sem pastor, cansadas, sem esperança. Uma ovelha é um bicho muito burro, sem pastor ela está condenada à morte. As pessoas sem Jesus estavam, e estão condenadas à morte eterna.
Porém, a igreja de Cristo, que devia ser imitadora de Cristo, está reproduzindo o modo de ver as pessoas dos fariseus da época de Jesus, e o modo de viver imposto pela nossa sociedade individualista. Estamos muitas vezes comportando- nos como o levita e o sacerdote da parábola do bom samaritano, evitando o contato com o ferido. Muitos falam: “Somos nós, crentes” Como se por sermos crentes, por vir à igreja merecêssemos um prêmio ou a bênção incondicional de Deus. E o povo? As pessoas que se perdem porque estão sem um pastor que as guie? Muitas vezes nos esquecemos de que um dia fomos como eles, perdidos e sem esperança.
Para sermos como Jesus, devemos sair do nosso quadrado. A nossa missão não é ficar na igreja, bonitinhos, todo domingo assistindo ao culto e fazendo o que um “crente”deve fazer. Nós devemos enxergar como Jesus enxergava. Ao caminhar pela rua, Jesus não via pessoas feias, como muitas vezes nós vemos, não via pessoas sujas ou que devia evitar. Ele via pessoas que precisavam dele, cansadas, de olhar triste, doentes do corpo e do coração. Pessoas sem esperança.
A igreja deve sair da sua comodidade. Ela deve passar a se preocupar menos com o irmão que me olhou mal, com as brigas sem importância, e passar a se preocupar mais com as pessoas. Precisamos enxergar as necessidades da gente ao nosso redor.
A modernidade, como se falou, trouxe a solidão. Já não existe mais compaixão. Na Inglaterra, país onde se desenvolveu muito o protestantismo, as pessoas podem ver uma velhinha cair na rua, e passar do lado. Ninguém ajuda a ninguém, cada um deve ficar no seu quadrado para não “invadir a privacidade do outro”. A nossa realidade não é tão extrema. O brasileiro é hospitalar e acolhedor. Porém, estamos tão acostumados a ver o sofrimento, que quem sofre não nos importa mais.
As pessoas clamam por esperança. Elas precisam uma razão para viver. Nós sabemos que a única esperança e vida verdadeiras estão só em Jesus. O que estamos fazendo para espalhar esta notícia? Não se trata simplesmente de falar, devemos também atuar. (Ler Mat. 25, 42-43) Se nós pregamos o evangelho a alguém com fome, e o deixamos com fome, ele não poderá sentir o amor de Jesus em nós. O nosso Senhor não somente falava, ele fazia.
Mt. 9, 37-38. Para finalizar, devemos começar por orar ao Senhor que nos capacite a ir a este povo que precisa de nós. Ele via que a seara era grande. Precisamos não um missionário só, mas toda a igreja enxergando o povo que morre sem Jesus, que vive uma vida triste, que afronta os problemas sem saber que ao seu lado pode ter ao melhor de todos, a Jesus. Cada um de nós deve se preocupar com as outras ovelhas, aquelas que ainda não conhecem ao pastor mais amoroso que possam ter nas suas vidas. Nós somos ovelhas resgatadas, e devemos nos ocupar com nossas irmãs que estão perdidas. Não há divisão possível entre “igreja” e “mundo”. Nós não somos melhores do que eles. Em certo modo somos as vezes piores, pois conhecemos ao salvador e não nos importamos por fazer com que eles o conheçam também. Somos egoístas.
Jesus tinha compaixão das pessoas, e nós?
13 de fevereiro de 2009
Durmindo a Vida
esperanças do futuro aconteçam.Filhos do Rei
Na atualidade tem muitas pessoas que se dizem filhos do Rei. Por serem filhos do Rei, eles pretendem ter direito de exigir dele o que eles querem. Assim, se esquecem da sua função neste mundo.
Jesus é o Filho do Rei. Ele é dono de tudo o que existe. O que Jesus fez?
Jesus se despojou da sua glória, e se fez como um de nós. Sendo filho do Rei, se fez humilde. Não nasceu num palácio, mas numa manjedoura. E então: Qual é a nossa atitude? Estamos sendo humildes como Jesus? Ele deve ser o nosso exemplo: João 13,5; 12-16.
Muitas vezes achamos que por ser cristãos somos especiais. Afinal, conhecemos a verdade. Mas, o que estamos fazendo para espalhar esta verdade? Muitas vezes preferimos nos fecharmos nas nossas igrejas, nas nossas casas. Já ouvi várias vezes mães dizendo aos seus filhos para não se juntarem com determinadas pessoas, pois elas “são do mundo”.
Assim era o povo de Israel. Eles se achavam O Povo, filhos escolhidos de Deus e portanto único povo no mundo merecedor das suas bênçãos.
Eles esqueceram o propósito de Deus, que, como ele disse a Abraão, era fazer deles uma bênção para todas as famíli
as da terra.Eles se fecharam e não proclamaram o amor de deus aos outros povos. Eles eram os filhos de Deus, só eles. Existem muitas igrejas hoje em dia que são assim. Muitos crentes que são assim.
Mas por causa dos judeus se terem fechado, veio Jesus. Ele veio demonstrar a verdadeira atitude que deve ter o filho de Deus: Ele deve estar disposto a servir. Deve estar aberto aos outros. Deve ser humilde. (Ver Mt. 11,29).
Ser filhos do rei não significa, contrario ao que se ouve pregar por ai, que temos direito ilimitado às bênçãos de Deus.
Não significa que tudo sempre vai sairmos bem. Não significa que somos especiais ou diferentes dos outros.
Se somos diferentes aos que muitas vezes chamamos de “não crentes”, devemos ser-lo pelas nossas atitudes, pela nossa humildade, por estar sempre dispostos a falar de Jesus aos outros. Devemos VIVER como Jesus viveu.
O filho do rei deixou tudo e se fez um pobre carpinteiro. Os seus seguidores, feitos filhos do Rei somente pela sua graça (já que não temos mérito nenhum), temos que seguir o exemplo do nosso Senhor no nosso dia a dia, em lugar de simplesmente nos fechar e somente reclamar as bênçãos de Deus como se fossem nosso direito.
Devemos procurar viver um evangelho verdadeiro. Nós temos que passar a agir na sociedade, pregar o Jesus verdadeiro, aquele que deu a sua vida por nós, aquele humilde, amoroso, que se importa conosco e está perto de nós. Não é o Jesus que fica longe, no céu, muitas vezes pregado em algumas igrejas.
Também devemos estar conscientes de quem é o SENHOR, já que muitos tratam Deus como se fosse o seu servo, ou seu caixa automático.
Jesus se humilhou, morreu para nos dar a vida, como um dom imerecido. Ele, e só Ele, é quem merece toda a Glória (Fil. 2, 9-11). É ele o Senhor, nós somos os servos.
6 de fevereiro de 2009
O que o Senhor Requer
Na época do profeta Miquéias o povo de Deus tinha se afastado totalmente dele. (ver Mq. 7,2-7) A maldade e as injustiças eram cada vez maiores. O sistema religioso israelense também tinha se corrompido, e as pessoas se lembravam de Deus (YHWH) só uma vez por ano, quando iam oferecer sacrifícios no Templo de Jerusalém. É contra esta situação que o profeta reclama, já que as pessoas achavam que as oferendas e os sacrifícios eram suficientes para agradar a Deus, sem importar as maldades que cometiam no resto do ano. Para eles não era necessário o compromisso com Deus.
Depois da época do exílio o povo judeu tornou-se o oposto do que tinha sido na época de Miquéias. Eles começaram a
dar uma excessiva importância ao cumprimento da lei. As pessoas que não cumpriam ao pé da letra todos os mandamentos de Moisés, e outros que foram se agregando às leis, eram considerados pecadores e desprezados. Porém, isto não foi bom (ver Lucas 18,9-14): Se antes achavam que os sacrifícios eram suficientes para agradar a Deus, agora achavam que o cumprimento literal das leis (sem pensar no objetivo das leis) era suficiente para agradá-lo. Eles nem sequer pensavam em cumprir as leis por amor a Deus, mas para exaltação deles mesmos.O povo não aprendeu a lição.
Muitas vezes nós somos como esse povo. Muitas vezes perdemos o foco da nossa vida cristã, o nosso amor a Deus, para limitar-nos ao cumprimento de ritos e leis. Deus não quer só sacrifícios, ele não liga para as demonstrações externas. O que é que verdadeiramente Deus requer de nós? O profeta Miquéias nos da a resposta: (ver Mq. 6,8) Também Oséias tinha dito algo assim (ver Os. 6,6). Para Deus o mais importante é um coração humilde. Se nós não somos humildes diante dele, por mais que possamos ser “justos” diante dos homens, diante dele não seremos aprovados, assim como o fariseu não o foi.
Nós devemos nos lembrar qual é a verdadeira razão para sermos cristãos: não é porque nascemos na igreja ou somos membros de uma há muito tempo, não é porque é legal ir aos cultos ou porque somos tão bonzinhos, mas é porque Deus um dia se compadeceu de nós, pecadores, e nos salvou. Lembrarmos do amor de Deus é suficiente para sempre ter uma atitude de humildade ante o nosso Deus e entre os nossos irmãos.
Ele nos chama ser justos. Será que o fariseu foi justo, menosprezando ao publicano no seu coração? Será que somos justos só por jejuar ou dar o dízimo? Se observarmos o contexto social de Miquéias (ver. Mq. 7,2-7) podemos ver que a verdadeira justiça é ter compaixão com os outros. É exercitar o amor aos nossos irmãos, aos nossos vizinhos, e àquelas pessoas que não conhecem de Deus e que estão morrendo sem ele. Muitas vezes fazemos uma separação entre as pessoas “do mundo” e nós, como se eles foss
em algo perdido, limitando-nos a criticá-los. Esquecemos que Jesus veio a salvar pessoas como eles, que são IGUAIS A NÓS, e que ele nos deu como tarefa falar a eles do amor de Deus. Estamos como os fariseus, que achavam quem não cumpria as leis pecador, mas não faziam nada por essa pessoa.O evangelista nos diz que foi o publicano quem saiu justificado por Deus depois da sua oração, em lugar do fariseu. O que o publicano fez? Ele foi HUMILDE. Ele não veio diante de Deus com uma atitude de auto-suficiência, mas com humildade no coração.
O povo de Deus não mudou o seu coração, apesar de ter ouvido as palavras de profetas como Miquéias e Oséias. O seu coração permaneceu duro até nos tempos de Jesus, até mesmo ouvindo o que ele pregava e vendo o que ele fazia.
Nós, como cristãos, devemos lembrar sempre do que Deus realmente quer de nós, pois é essa a nossa meta como crentes. Deus se importa mais com as pessoas e menos com os ritos.
Que a nossa vida não seja uma experiência vazia, QUE NOSSO CORAÇÃO NÃO SEJA DURO, QUE NÃO ESQUEÇAMOS NUNCA QUEM SOMOS DIANTE DE DEUS E PORQUE ESTAMOS AQUI. Deus requer de nós humildade, Deus requer de nós amor, para com ele e para com os outros. Ele nos chamou a ser servos. O mundo precisa de Deus. O que estamos fazendo para que ele seja conhecido?
Viviana Carolina Mendez Rocha
17 de setembro de 2008
De Autores e Autoridade
com estas tradições é, na maior parte dos casos, mexer com as convicções e a fé das pessoas. Para mim isto é errado. Se uma descoberta, um novo conhecimento surge, e se este conhecimento contraria as tradições por longo tempo defendidas, as pessoas entram em choque, se revoltam, condenam tudo sem escutar razões. Não digo que todo conhecimento ou nova descoberta seja verdade absoluta, assim como as tradições antigas não o são. O que eu quero dizer é que muitas vezes baseamos as nossas convicções em ditas tradições, ou em cada nova descoberta que surge. E nos esquecemos do que é realmente importante. 