27 de maio de 2010

O Delicado Problema da Soberania

Agora o problema de moda é o acordo que o Brasil firmou com o Irã. As grandes potências já deram o voto negativo. A ONU está levantando algumas sanções contra esse pais, argumentando que estão planejando fazer uma bomba nuclear, e que eles não têm sido claros.

O que eu não entendo é como os Estados Unidos são tão cara de pau. Como eles podem alegar que Irã não está seguindo o que a ONU disse, e que é Irã quem quer fazer uma bomba nuclear, quando eles são os primeiros a pular as decisões da ONU, e quando todos sabem que o mais seguro é eles terem não uma mas sei lá quantas armas nucleares. E outra coisa, como eles são cínicos, eles querem legislar sobre todos os países do mundo e nem se dão o trabalho de disfarçar! Hilary Clinton foi com uma sugestão à ONU para novas sanções contra Irã. E falm contra o Brasil por fazer o acordo. Eles esquecem que cada pais é livre de tomar suas próprias decisões, e se o Lula assinou, por algo foi. Além do que, como bem disse Lula, eles não podem impedir o direito de Irã de ter energia nuclear. Por quê eles podem, e o resto do mundo não? Por quê eles veêm bombas nucleares em todas as outras nações que desenvolvem esta energia, sendo que eles também têm?


Eu acho que é aquilo de que o ladrão julga pela sua condição... se ele rouba todos os outros roubam também, ou, no caso dos EUA, se eles tem bombas nucleares, todos os outros também têm, ou procuram ter. E tomam a posição de donos do planeta, achando que tem o direito de legislar a vontade em todos os países do mundo. Mas cada país é independente, e soberano, autônomo, livre de decisão. Mesmo que lhes doa, os EUA têm que aprender que não governam o mundo. Aquele futuro desenhado por Matt Groening em Futurama não existe, e, espero, não vai existir.

Se os EUA fossem exemplo de algo, eles não seriam os maiores poluidores do planeta... afinal, Hiroshima e Nagasaki foram responsabilidade deles!

26 de maio de 2010

Más una vez 26 de Mayo...

Y más un año pasó, más un cumpleaños fue celebrado... y mi hermana tiene 21 años!!! Y ahora se va a enfrentar a tantos desafíos, esperando la respuesta para su entrada en la universidad; después de tanto esperar Laura va a salir del colegio! Con años colegiales extra por cambiar de país, mi hermana sabe mucho sobre turismo, y ahora quiere incursionar en el derecho, un campo complicado, pero que lleva en la sangre... Yo sé que, sea lo que ella haga, lo hará muy bien...

Más un 26 de mayo, que este año está marcado todavía más en mi cabeza porque representa el tiempo que pasa: De aqui a un mes exacto, en este mismo horário, estaré celebrando mi ceremonia de matrimonio, confiando en Dios... cuantas cosas tengo todavía por resolver! Decoración aqui, flores allá, pagar los recuerdos, la decoración del ponqué, quién va a hacer este último, si va a haber o no comida, los pasabocas, las bebidas, el culto... ay Dios! Y faltan solo cuatro semanas, sin más ni menos!

Lo más importante es que mi hermanita está de cumpleaños, ya no es una hermanita, sino toda una mujer, valiosa y hermosa, extrañada y recordada cada día desde aqui tan lejos... Te amo mucho mi Laura!!! Recuerda lo importante que eres para mi, y lo mucho que te amo!

22 de maio de 2010

Da confiança em Deus quando se confiou nos seus filhos

Ultimamente estou muito decepcionada. Quando se procura ajuda, o que se acha são vagos "talvez" ou "vamos ver...". Estar numa situação de dependência e de necessidade é muito ruim. É algo pelo qual cedo ou tarde, alguma vez na vida todos passam. E não é legal. Não é legal se ver impotente, não achar a saída para os problemas, saber que a única opção é um milagre. E ai entra a decepção.

Eu sei que Deus pode tudo. Eu sei que ele é a minha única esperança, o único que de verdade não vai me sair com respostas meia-boca. Eu sei, e vejo, que ele me sustenta dia-a-dia, e que mesmo com os problemas sem resolver posso afrontar um dia após o outro. Mas a decepção não vem de Deus. A decepção vem dos seus filhos.

Não sei se é falta de fé, ou se esperava mais das pessoas, só sei que sim, Deus ajuda, mas eu acho que ele deu capacidade às pessoas de ajudar os seus semelhantes. Uma comunidade que se diz cristã, que se reúne cada domingo para cultuar Deus, deve demonstrar com fatos o que vive cantando e pregando. De nada serve ficar falando aos outros da bondade de Deus se seus próprios filhos não são bondosos, se não estão nem ai para seus próprios "irmãos". A resposta que agora todos dão é "confia em Deus", "ele vai te ajudar".

Tudo bem. Deus me ajuda, sim. Mas Deus deixou aos seus filhos a tarefa de cuidar uns dos outros. O individualismo do mundo está de forma tal presente dentro da igreja que agora é Deus quem deve fazer o trabalho que ele mesmo deu aos seus filhos (isso porque a igreja vive pregando que é preciso se afastar do "mundo"...). Que Deus opere não duvido. O que me deixa sem palavras é a indiferença, e a cara de pau dos seus filhos. Imagina se Jesus tivesse dito ao cego: "meu filho, confia que Deus resolve". Ele mostrou, na prática, ao cego que Deus resolve. Ele não o deixou na mão. Ele é, ou deveria ser, o nosso exemplo de igreja, por isso é que dizemos que somos cristãos. Mas para a igreja é mais fácil dizer "Deus te ajuda", e dar as costas para quem precisa.

Mas agora a igreja se preocupa mais em comprar coisas pro "templo". Em aparecer, fazer campanhas, vender bençãos, excluir membros, julgar uns aos outros. O amor de Deus, o cuidado que Deus demonstrou por meio do seu Filho, a caridade de uns com outros, tudo isso se perdeu. Agora tanto faz se alguém sai da igreja. Ninguém faz perguntas. Pode até morrer que ninguém se importa. Ah, e se por acaso algúm dia a pessoa volta à igreja, simplesmente fingem interesse e perguntam onde esteve todo esse tempo.

Será que Deus quis isso? Será que basta um simples "vai que Deus te ajuda"? Já falava disso Tiago, quando censurava aqueles que diziam aos seus irmãos: vai, que Deus te ama, e não davam pão para matar a fome, nem água para matar a sede. Assim como se demonstra o amor de Deus?
As "obras" da igreja são importantes. Sim, a obra de tal templo, a contrução de tal outro, obras aqui e obras ali. Obras mortas, que deixam de lado as pessoas que precisam, que deixam de lado o ser humano que, técnicamente, é mais importante que qualquer edificação.

Sinceramente, só posso esperar em Deus. Sinceramente, confio mais em pessoas que não conheço, nas quais não tenho esperanças depositadas. Pelo menos elas não vão me decepcionar. Mas aqueles que um dia fingiram que me amavam, esses podem ficar longe. Eu me viro. Deus me ajuda, mesmo que tenha que mover a misericórdia o coração de algúm desconhecido (como já fez, na minha vida, inúmeras vezes), mesmo que tenha que descer do céu a ajuda divina. Seus filhos, que moram na terra, deixaram sobre os ombros dele a carga que ele tinha dado para eles. A igreja, instituição, essa sim, cada vez mais me deixa com o pé atrás. Claro, há grandes excepções. Há sempre pessoas de verdade, pessoas sinceras. Pessoas que se não gostam de algúem falam na cara, e não dão a impressão de ser amiguinhos. E que quando gostam de alguém, estão ai para o que for. Ainda bem que, quase sempre, eles são maioria nas igrejas. Quase sempre.

Que falsidade. Que atuação. Será que a igreja está virando uma grande peça de teatro, onde todos fingem se amar, quando na verdade cada um está preocupado com seu próprio umbigo? Muitos exemplos de iniquidade (no sentido de falta de misericórdia) tenho visto dentro da igreja, já nem deveria me surpreender. Eu sei que a igreja é o conjunto dos pecadores redimidos. Ainda somos pecadores. Sem Deus as nossas reuniões e os nossos ideais perdem o sentido. O problema são essas pessoas que são metidas a santas, que se acham perfeitas, puras e sem mácula. Da minha experiência, esses são os mais perigosos.

E assim, me resta esperar em Deus. Ainda bem tenho Deus, senão já estaria doida. Ainda bem ele me ama, ainda bem ele me entende, ainda bem ele me guia, na minha tolice, na minha crise, nas minhas perguntas, muitas ainda sem resposta. Ainda bem tenho ele para curar minhas mágoas, para me fazer entender que somos todos tão pequenos, tão limitados e imperfeitos, e que, mesmo com raiva, devo compreender aqueles que me decepcionaram. Não é fácil. Não é que vou confiar de novo. Só é aceptação: fazer o quê, eles são assim mesmo...


P.S. O pior são as desculpas fúteis e absolutamente sem noção que certas pessos dão para sua falta de caridade... com um golpe desses melhor o silêncio...

15 de maio de 2010

Do por quê "Avatar" não levou o Oscar

Finalmente, depois de tanto ouvir falar e ler comentários, assisti pessoalmente o filme Avatar. Gostei. Achei interessante. E entendi por quê, depois de tanto ser aclamado, não levou o Oscar. Pelo menos na minha interpretação.

O filme trata de um planeta chamado Pandora, cuja tranquilidade e a existência pacífica dos seus moradores é ameaçada (ó surpresa) pelos seres humanos, especificando, o exército americano e os investidores da bolsa de valores, que querem se apropriar de uma pedra muito valiosa na Terra, e que está no centro da morada do povo nativo do planeta, os Na'vi. Com eles se encontram alguns cientistas que não concordam com o que os outros fazem, e que, por meio de bonecos que são iguais aos nativos, chamados "avatares", entram no mundo deles e exploram a natureza desse planeta desconhecido. Um deles é um ex-fuzileiro, que teve que reemplazar seu irmão cientista, gêmeo, que foi morto num assalto. Ele vira o herói ao entrar en contato com a civilização nativa, começar a entender a sua cultura e a sua conexão com o mundo no qual vivem, e enfrentar o exército americano quando este se dispõe a destruir os Na'vi.

Este filme me pareceu a narração da história das colônias, quase um "o que teria acontecido se os indígenas tivessem expulso os colonos europeus". Mas não só me fez lembrar dos nativos americanos. Ou dos africanos escravizados. Me fez lembrar dos povos atuais. Os Na'vi bem podiam ser os palestineses. Ou os afganos. Ou ainda o povo do Iraque. Podem ser qualquer povo oprimido pela ambição dos poderosos, que não tem compaixão pela vida nem pela própria Terra. Esta ambição que já destruiu povoações inteiras, culturas das quais ninguém pensou pudessem ensinar algo. Eles eram só "selvagens", pagãos, nativos que não aceitaram, como os Na'vi, as "boas coisas" dos colonos, como ruas, educação, medicamentos, coisas que para eles são boas, mas que, ninguém parou para pensar, talvez não fossem interessantes ou mesmo necessárias para os outros. E assim, Avatar é um reflexo do que o ser humano fez, continua fazendo, e, como vamos, não vai deixar de fazer: destruir na sede de poder e riqueza.


Agora imaginem, o Oscar é entregue pelos estadounidenses. Avatar mostra na cara deles o quanto eles são ruins. Nunca, mas nunca eles iriam aceitar isso. Se James Cameron quis reivindicar os nativos americanos, não sei. Mas a história me lembrou eles mesmo, com os Na'vi de mohicano, com suas tranças e cabelos pretos, e sua conexão com a natureza.

E me lembrei da maldade humana. Sempre pretendendo que somos donos da verdade. Sempre pretendendo que os outros têm que se dobrar ante nós. Sempre achando que somos superiores. Será algo tecido no DNA humano, essa sobérbia toda? Será que não podemos nos livrar dessas absurdas pretensões, e finalmente nos enxergar como o que somos, pequenos seres num mundo enorme, pequenos mas perigosos, que, com tanta capacidade para fzer coisas boas, tendemos a usar nossa genialidade para inventar coisas que ferem, destróem, humilham os outros? Será que algum dia aprenderemos a ser realmente humildes?

Os Na'vi eram seres sábios. Me lembraram muito gatinhos, com esse nariz felino, olhos de leão, amarelos e penetrantes, dentes afiados. Seres que entendiam que dependiam da natureza. Sei lá em quem se basou Cameron, só sei que a mensagem é clara. Nosso planeta está moribundo. O ser humano ainda não entendeu que não possui a Terra, que não é dono dos recursos e das vidas animais e vegetais que aqui moram junto com ele. E o pior, ainda há quem pretende que tudo está bem. Ainda há poderosos, como os EUA e a China, que ignoram os problemas dessa nossa casa, e que se negam a aceitar que eles são os maiores danificadores desta, recusando-se a abaixar os níveis de poluição e a fazer algo para tentar salvar nosso moribundo lar. Ainda há indivíduos que destroem, que matam animais, que jogam lixo na rua, que desperdiçam água, alimentos. Ainda há seres néscios, tolos, que pretendem ser superiores. Temos o exemplo do passado. Como disse um dia minha irmã, se os indígenas não tivessem sido exterminados, Colômbia teria sido um lugar diferente. Mais verde. Se progresso é matar tudo o que respira, prefiro ser "selvagem", assim como os Na'vi. Pensemos nisso. Que Avatar passe de um filme cheio de efeitos especiais. Que a mensagem possa ser aplicada, que nos lembremos do nosso lar moribundo. No fim das contas, não haverá Marte ou Lua nenhuma à qual o homem possa fugir. Aqui estamos e aqui ficamos. A qualidade do lugar depende de nós.

8 de maio de 2010

Quando se diz que a razão mata a fé...

Não entendo por quê as pessoas ainda fazem esta distinção. Muitos acham que se pensam um pouquinho diferente do que é ensinado na igreja estão ofendendo a Deus, renegando Jesus ou virando ateus. Muitos dizem que se aprofundam muito no conhecimento perdem a base da fé. Eu não entendo. Não entendo que se oponha a fé à razão, que se diga que ser "muito racionalista" nos faz perder Deus de vista. Para mim as duas coisas fazem parte do ser humano, e são as duas importantes. Deus nos fez místicos. E nos fez pensantes. Já desde o início ele nos deu a liberdade de escolha. Por quê então o conflito quando eu penso algo que os outros não pensam?
A liberdade está dentro do ser humano. Mesmo que por muitos meios os poderosos tenham tentado tirar esta liberdade, e em muitas ocasiões tenham conseguido submeter as consciências ao que eles queriam, a liberdade não tem sumido. Só fica sufocada. E a primeira liberdade que temos é a de pensamento. Que alguém diga que temos que nos submeter a determinadas doutrinas e ordens, porque sim, ou porque senão vamos ao inferno ou ofendemos Deus, é pecado. O pecado daquele que falou, que se acha Deus para determinar o que os outros devem fazer. Claro que deve haver, no mundo, uma ordem. O ser humano não pode viver no caos. Mas o homem não deve ser obrigado a atuar de determinada forma atendendo aos desejos de alguém mais. Ele deve fazer o que deve fazer, tendo consciência do que faz.

A razão não se opõe a Deus. Na verdade, foi Deus quem nos deu cérebro, ele nos deu a capacidade de questionar. Se Deus me fez assim, porque devo sufocar os meus questionamentos e me submeter ao que me dizem que deve ser o mundo? Desta forma, não vivo o mundo com meus sentidos, mas vivo-o por meio do que os outros me dizem que devo viver.

Pensar é arriscado. Quem questiona arrisca contrariar as pessoas. Ser achado maluco, ou herege. Quem tem dúvidas, sobretudo em questões religiosas, é tido como alguém que não tem fé. E ai é onde entra a definição errada do que é fé. Quando se pensa em fé se pensa em "crer sem ver", "saber que algo vai acontecer antes que aconteça", "esperar em Deus". Tudo bem. Quando temos fé sabemos que Deus opera mesmo em situações que não entendemos ou às quais não vemos solução. Mas a fé não mede o conhecer. Que eu questione alguns dogmas ou doutrinas da igreja, que duvide de algumas coisas que ouço por ai nas igrejas ou das pessoas, que eu não consiga entender mais outras coisas que teimam me ensinar e dizer que "é assim e basta" não significa que deixei de crer em Deus. Significa que estou usando minha liberdade de pensar. Eu sou livre de questionar dogmas, doutrinas, regras culturais, etc, não por simplesmente querer contrariar, mas porque tudo isso é construção humana, e como humano insuficiente para eu entender algumas coisas, insuficiente para apagar minhas perguntas, ou satisfazer minha consciência. É a possibilidade que tenho de procurar algo melhor. Um exemplo. Eu não concordo com a sociedade machista ocidental, sobretudo a brasileira. No Brasil ainda há muita desigualdade entre os gêneros. Isto não me faz feminista. Não gosto do termo feminista porque não acho que nós mulheres sejamos o melhor do melhor, e que os homens sejam uma droga. Simplesmente acho que a sociedade deveria pôr cada um em seu lugar, um ao lado do outro, um complementando ao outro. Não nascemos separados. Atendendo ao mito da criação, Deus nos fez juntos, varão e fêmea, para juntos construir um mundo, cuidar das outras espécies, trabalhar em parceria. Não submetendo a vontade do um ao outro, não tratando o outro como ser inferior. Eu questiono, e sempre questionarei, atitudes machistas, fora e dentro da igreja, como o tratamento da mulher como simples objeto sexual, como simples dona de casa, como simples entretenimento do homem. Na igreja, não admito que se defenda, ainda, que a mulher não pode ser pastora. Eu pessoalmente não quero ser tal, mas a mulher que queira bem pode. Por quê não? Que fundamento me dão para dizer que Deus não quer? E se alguém fala em Paulo pode esquecer, que Paulo não é alguém com quem eu concorde muito...

Eu questiono muitas coisas. Mas sei, com a minha razão, que não tenho a capacidade de saber tudo. Até onde eu possa, eu quero entender as coisas que passam ao meu redor. Mas tem muitas, muitíssimas coisas que eu não entendo. Não entendo a trindade. Não entendo por quê o homem faz tanto mal, quando tem dentro de si a capacidade de fazer tanto bem. Não entendo a relação entre as religiões. Estou na tensão de saber que devo respeitar todos os outros, mesmo que pensem e acreditem em coisas diferentes, e saber que não posso, e não quero, abrir mão das minhas convicções. É difícil. Para mim Jesus é tudo o que se precisa. Como fazer com os outros? Não entendo, também, por quê ainda há pessoas que brigam por coisas tão periféricas como o dia de celebração do culto, os ritos, a forma de culto. Não entendo muitas coisas. Minha razão não tem resposta para tudo. Eu preciso de Deus, e minha razão só me dá a consciência disso.

O problema entre a razão e a fé se deu no Iluminismo, que colocou a razão como deusa soberana solucionadora dos problemas do mundo. O homem no centro do mundo, sabendo tudo, fazendo tudo. E depois, o lado irracional deste homem se revelou, matando miles nas colonizações, nas guerras mundiais, nas conquistas. Ainda hoje muitos morrem por causa da irracionalidad do homem. O mundo está em peligro de extinção pela irracionalidade e a ambição do homem. E então as pessoas se voltaram contra a razão, e disseram que a fé é mais importante. Só que não é fé em Deus. É fé no que eles dizem que é Deus. E abrem um manual de teologia sistemática e descrevem Deus, o separam em categorias, por qualidades, atributos e sei lá mais o quê, e dizem que esse é o Deus que devemos seguir. Isto eu questiono. E vou sempre questionar.

É um paradoxo. Eu tenho uma idéia de Deus, que é resultado do que eu tenho vivido (e Deus tem feito grandes maravilhas em mim), que é diferente das outras. E não posso impôr o que eu penso aos outros. Mas também os outros não podem me impôr o que pensam. Paradoxo porque luto pelo que penso.

Este mundo precisa de pessoas que pensem. Pessoas que não aceitem as coisas sem pensá-las, que lutem pelo que pensam e tratem de resolver suas dúvidas. As dúvidas não são pecado. As dúvidas fazem parte do ser humano, um ser limitado cuja razão não encontra as respostas para tudo automâticamente. Duvidar nos faz procurar saber mais, entender mais. E se não entendo definitivamente alguma coisa, trato de encontrar um equilíbrio para viver com essa dúvida. Deus sabe tudo, algumas coisas eu saberei só quando for morar com ele...

Mas a razão não mata a fé. Até a vivifica. Porque eu não tenho fé por ter, eu sei, tomo consciência de que sou um ser limitado, e mais, tomo consciência da minha necessidade de Deus. Mesmo sem entender muitas coisas, posso me relacionar com Deus. Mesmo duvidando, não estou me afastando de Deus. Estou chegando mais perto, e perguntando a ele a resposta. Não que, se posso, não tenha que estudar para tentar chegar a uma resposta plausível.

Dizer que a razão mata a fé elimina uma parte do ser humano indispensável à sua liberdade. Faz com que o homem se reprima e vire um simples receptor de idéias, em lugar de ser um forjador de idéias. Dizer que a razão mata a fé mata, na verdade, a interação do homem com o mundo, o faz acreditar em coisas que foram verdade racional há muito tempo, mas que agora devem ser revisadas. Fecha o homem em um mundo que foi, o aliena do mundo que é. Ter fé não é acreditar cegamente em tudo que se ouve ou se crê saber. Ter fé é saber que mesmo sem entender muitas coisas deste mundo, Deus está conosco. É saber que precisamos dele, com todo o nosso ser, razão incluída.

27 de abril de 2010

Voltando...

E então, voltei. Depois de quase um mês sem escrever, voltei, com a cabeça cheia de pensamentos, cheia de problemas, situações, comentários para fazer a esta vida louca e irracional que vivemos. Irracional porque, mesmo que tentemos, muitas coisas que vivemos fogem da lógica. Fogem da razão. A injustiça do mundo. A discriminação. As simples atitudes que nós mesmos muitas vezes tomamos sem saber por quê, mas sabendo que alguma coisa não está certa...
Estas semanas têm sido muito corridas. Tenho dois eventos fundamentais neste meu ano: casamento e monografia. O primeiro está às portas. Já falta só mês e medio para o meu dia especial. E ainda tenho tantas coisas para resolver. Decoração, documentos, dinheiro. Sobretudo dinheiro. É uma coisa muito complicada casar. Mas sei que vai valer a pena.

O segundo evento é para setembro. Estou correndo atrás. Estou matando sono para poder fazer as coisas bem. Está valendo muito a pena. Consegui traduzir um texto em hebraico, eu! Com ajuda do meu professor, claro, e com um bom dicionário que ele me emprestou, consegui um texto relativamente coerente e, espero, fiel ao original. Esse negócio de traduzir hebraico é muito complicado, muitas vezes eu não entendia nadinha, mas pouco a pouco as coisas vão rolando, e para mim é um logro importante poder dizer que traduzi essa pequena porção das Escrituras. Ainda tenho muito chão para pisar, tanto na monografia quanto na prática da tradução. Mas já estou andando, e isso é importante. Espero muito conseguir uma monografia boa. Afinal eu gosto de escrever, e de fazer bem meus trabalhos escritos...

Na periferia desses eventos, tem muitos assuntos rondando. As coisas no seminário estão mal. Todo mundo está em suspenso. Os professores esperam, nós esperamos. O que vai acontecer com eles, conosco?

E o regime ditador que se estabeleceu no internato do seminário está cada vez mais invadente. Daqui a pouco nos vão dizer como devemos vestir, nos vão proibir de ouvir música que não for "de crente". Aquele negócio de não poder falar "velha" o estou ignorando, e assim estão fazendo, creio, todos os que levamos aqui bastante tempo para saber que é uma besteira tamanho família. O resto segue as instruções. Vamos ver até onde chegamos.

A formatura. Outro evento. Mais dinheiro. De onde vou conseguir não sei... minha turma quer se formar toda junta, com meus dois colegas que, por entrarem depois, não poderiam se formar conosco. Mas somos tão amigos todos, vamos tentar cumprir o impossível.

De resto tudo mais ou menos igual. Estudar, ler, fazer trabalhos, viajar, ver as coisas da casa, da lua de mel, da minha futura vida de casada. Os mosquitos e os borrachudos que nos comem literalmente quando esquecemos o repelente. O calor e o frio, a gripe forte que durou três semanas. Ainda não estou totalmente livre de tosse... Descobri que quase todas minhas amigas da Colômbia agora são mães. É estranho, todas tão novas, da minha idade! Eu não me sinto pronta para isso! Falar com a família quando posso, escrever quando dá vontade. Espero escrever mais seguido. É importante pôr as idéias no papel, nem que seja virtual. Senão elas vão sendo esquecidas... Em fim, voltei...

13 de abril de 2010

Negramaro

Adesso non voglio scrivere. Anzi, vorrei, ma sono così stanca... e ancora ho da fare qui. Quello guadagno per rimanere lontana dalla mia casa, il mio piccolo spazio, per tanto tempo... ma non è stata mia colpa.
Ma va be', adesso voglio condividere alcune canzoni di questo gruppo meraviglioso. Mi piacciono da morire!

Mentre Tutto Scorre


Estate (Questa dei miei primi mesi in Italia... ahhh, tanti ricordi con questa canzone!) Anch'io voglio un estate che non finisca mai, ma vicino alla spiaggia!



Quel Posto Che Non C'è
Meravigliosa canzone!

31 de março de 2010

2012 e a sociedade de 2009/2010

Semana passada tive a oportunidade de assistir o tão famoso filme "2012". Não achei a grande coisa. Os efeitos especiais até que são legais, mas nem por todos os efeitos possíveis a história do filme se salva. É uma história fraca. E muito cínica. O único que gostei mesmo é que o filme é tão descarado que da para falar um monte de coisas sobre ele.
Descarado porque? A coisa mais óbvia é que só os países do primeiro mundo se salvam. Mas tem mais do que isso. Não são todos os europeus e norteamericanos que se salvam. Não. São só os ricos, os poderosos, os governantes (deve ser para garantir que no "novo mundo" a corrupção apareça o mais rápido possível...).

Este filme é descarado não tanto porque os ricos se salvam. Nisto ele é até realista. Quando alguma coisa acontece, se o rico se salvou, podem ter morrido outras tantas pessoas que ninguém está nem ai. Se assassinam um famoso, a polícia faz de tudo para achar o culpável. Se for um zé ninguém, muitas vezes nem se sabe que morreu alguém. Tantas pessoas morrem todos os dias, seus crimes arquivados em algum estante cheio de poeira... Mas voltando ao filme, ele é descarado porque quem se salva, sob o comando do "magnânimo" geólogo estadunidense, se acha o bom samaritano porque abriu as portas da "arca" para "o pobre pessoal que tinha ficado sem arca". Não foi ato de crueldade ter deixado morrer milhões, bilhões de pessoas do mundo todo. Foi ato de crueldade a negação do Anheuser de abrir as portas da arca para os ricos poderem se salvar.

Fala sério. Eu sei que filme de ação é uma coisa ilógica atrás de outra coisa ilógica, e que nesses filminhos a metade do grupo original de personagens morre, comido por tubarões ou assassinado por maníacos homicidas, derretido pelo vulcão ou levado pelo tornado... mas este filme passa sobre tudo isso. Técnicamente eles narram a história de um escritor que descobre que o mundo vai acabar e a conspiração e tudo mais. Ele se tinha separado da mulher, que aparentemente está feliz com o marido novo. Mas quando este último é engolido pelos mecanismos de apertura das portas da arca (no ato de caridade de deixar os pobres ricos entrarem as portas se abrem justo quando os pobres se infiltram na arca por baixo), ninguém chora. Ninguém diz: tadinho dele, eu gostava dele. Depois nem parece que ele existiu. E assim acontece com um monte de pessoas. A amante do russo morre, em um inverossímil afogamento (são três compartimentos, os protagonistas ficam no primeiro, ela passa com uma criança. A criança vai para um tercer compartimento, e a russa fica no meio. Depois, a água enche o compartimento dela, estranhamente sem invadir primeiro o dos protagonistas, que é por onde, técnicamente, a água entra).

Além dessas inverossimilitudes, tem a história dos governantes mártires. Como sempre, o presidente dos EUA salva a pátria e fica com seu povo. Isso não é novo. Em todos os filmes o presidente norteamericano é quase um deus da caridade, cheio de coragem e amor pelos pobres (da até para rir). Mas a piada maior é o premier italiano ficar com o seu povo também. Isso sim faz rir mesmo. Se fosse verdade o tal 2012, o primeiro a entrar no barquinho aquele, com tudo e suas empresas, iria ser o Berlusconi. Ah sim, seguro ele vai ficar e morrer. Ele não quer nem admitir que cometeu crimes e enfrentar a justiça italiana! (e tem dois processos contra ele...) Imagina decidir morrer. Nem em sonhos.

Em resumo, este filme, além de distrair o povo com seus efeitos especiais, além de contar-nos a velha história de como os norteamericanos são súper-heróis, além de aproveitar o alarme todo do tal calendário maia, mostra um panorama real da sociedade atual. Não precisa ser 2012. Como já disse, se os ricos se salvam, o resto do mundo pode se danar. Isto é exatamente o que acontece na sociedade. Não somente no sentido de crimes e morte. Mas no sentido de bem-estar, de justiça social. Os ricos, os poderosos, os governantes, quem seja que tenha um pouco de poder, sempre vão procurar primeiro defender os próprios interesses. Esse papo de representantes do povo é uma mentira que a gente prefire engolir para não aceitarmos que somos enganados. Os ricos só querem ser mais ricos. Quem sai adiante na vida muitas vezes, em lugar de lembrar de onde saiu, se coloca na posse de "sou superior". E claro, gente superior primeiro.

Como já disse, aquele ato falso de generosidade é descarado. "Vamos salvar os pobres ricos!" E o geólogo fica como o herói compassivo da história. Ah claro, ele queria salvar o amigo dele... ele queria salvar todo mundo... Na vida real, não há geólogo nenhum. Só o Anheuser, que não se importa nem com a vida da própria mãe.

Não é meu propósito apelar para aquela coisa de "oprimidos" e "opressores". Mesmo dentro do grupo dos oprimidos há opressores, dispostos a ferrar quem estiver um pouco embaixo deles. Só queria falar de um filme que não gostei... mas que mostra na cara (com alguns adoçantes mentirosos) como funcionam as coisas deste mundo. Ricos, pobres... não é o "destino" quem decide. É o interesse de quem tem poder para fazer algo por si mesmo.

Detalhe final: Eles falam que salvaram a humanidade... como se a humanidade se reduzisse a Europa e Norte America! Ninguém falou em Brasil, Colômbia, Haiti... Nenhum africano entrou nas tais arcas... o unico que mostram do Brasil é o Cristo derrubado e o povo morrendo de fome. Mostra do mundo tal qual é. Se o filme não tivesse tido o geólogo legalzinho, seria uma fiel cópia da realidade, porque, claro, o Anheuser ia poder fazer a vontade dele e mandar até os ricos morrer. Como já disse, se tem um pouco de poder, a pessoa vai fazer tudo... para ganhar algo ela mesma.

Velha... Espírita???

Deixando de lado o que está acontecendo no seminário, a terrível situação na qual nos encontramos e da qual todos esperamos sair sem ter que fechar nosso querido centro de estudos, onde tantos temos aprendido a enxergar a vida desde outro ponto de vista, onde conhecemos tantos companheiros, amigos, professores, rituais, paisagens, tem coisas que passam e que, pela situação geral, estão passando despercebidas.

Primeiro, o estatuto. Tanto o estatuto em si, como a forma como está sendo introduzido entre nós, fazendo a gente engolir um monte de regrinhas puritanas da noite pro dia, querendo "moralizar" o pessoal (como se não beber e fumar fosse sinônimo de moralidade, pureza e integridade), estão sendo demais. Em lugar de criar um senso de unidade, em meio à crise que o seminário enfrenta, dá raiva. A solução não é bater nos alunos. A solução não é tratar as pessoas como crianças pequenas.

Se sabe que muitos dizem que o seminário tem má fama. Mas, como disse um professor, se aqui tem pessoas "que agem errado", não é pelo seminário. Não é um "efeito de perdição" exercido pelo seminário. Elas já vem assim de suas casas, suas igrejas. Quando se mete todo mundo num saco e se diz que todos são um bando de safados, que fazem um monte de coisas erradas, se generaliza. Nem todos são assim. Na verdade, em meus três anos de aluna, não vi ninguém fumando, se drogando nem fazendo todas as coisas que as pessoas que nunca vieram na vida dizem que se fazem aqui.

Em lugar de vir impondo coisas, porque não fizeram uma assembléia? Quando foi que os "representantes dos alunos" perguntaram aos alunos o que eles pensavam? Afinal, todos moramos aqui, seja por vontade ou por necessidade (este é o caso mais comum), e todos queremos que o seminário supere a crise, que melhore, que mais alunos venham.

Pode ser que tudo seja feito com a melhor das intenções. Mas vir empurrando um estatuto em cima das pessoas, fazendo-as assinar sob pena de "ser convidadas a deixar a casa", é demais. Não tem nada de moral. Vira ditadura. E para mim a solução não é a ditadura. Não é o fanatismo. Claro, há que estabelecer regras. Mas acho que é melhor fazer isso unidos. Estamos ou não no mesmo barco?

Uma última coisa. Uma coisa que ouvi. No momento, por respeito, e cansaço, o unico que fiz foi ficar olhando pra quem disse isso, quase como se o que ouvi não tivesse sido dito. Mas foi. E foi absurdo. Dizeram-me que no futuro (espero que haja, um futuro), não se usará mais a palavra "velha" para nomear a/o colega de quarto. Não porque é falta de respeito, não porque é uma palavra feia. Não. Uma tradição de mais de 100 anos deve mudar porque quem disse isto pensa que quando dissemos velha estamos invocando espíritos. Espíritos!! Acaso aqui tem alguém que pratica espiritismo? Tem mães de santo entre nós? Eu não compreendo como se pode enxergar uma tradição inocente e engraçada dessa forma. Ah, fala sério! Agora temos que procurar uma palavra "melhorzinha"? Com tudo o que há para ressolver, ainda há tempo para besteiras deste tipo! Repito: Fala sério!

16 de março de 2010

Domanda

Ci sono cose, tante cose che non capisco, che non riesco a vedere come giuste, anche se tutti dicono che è così che deve essere. Dicono che tu devi fare le cose che fanno gli altri. Tanto fuori come dentro della chiesa la cosa è uguale: se fai qualcosa di diverso sei strano, peccatore, oppure hai qualcosa che non va in te. Non che le regole siano delle cose terribili, non che non si deve seguire un modo di condotta che sia morale. Ma ci sono delle piccole cose che mi infastidiscono, non mi sembrano poi tanto cattive. Sarà perché nel mio paese d'origine cose come "il credente" che beve il vino o un cocktail non è niente di male. E dopo sono venuta e mi hanno detto dal nulla che è peccato.
Non dico che tutti quanti dovrebbero ubriacarsi, o che bere sia una meraviglia. Ma la proibizione non insegna auto controllo, soltanto limita il condotta per paura: se sbagli andrai in inferno, sarai in peccato, ecc. Immagino che fuori della chiesa le cose sono al contrario: se non bevi, se non vai a letto con chiunque trovi per strada, allora hai qualcosa che non va. Neanche in questo c'è auto controllo, neanche un pizzico di amore per se stesso. Fai le cose per pressione di gruppo.

E per me questo non va bene. Io devo fare le cose cosciente delle conseguenze. Devo sapere, o per lo meno cercare di sapere se una cosa è buona o cattiva, non perché gli altri mi dicono, ma perché mi farà del male. Non che le regole, come ho già detto, siano cattive. soltanto che bisognano di un spiegazione. Quello di "è cattivo perché si" non va più bene. Per lo meno per me.

E qui arriva la mia domanda. Dicono che se tu hai sbagliato, devi sopportare per sempre le conseguenze del tuo sbaglio. Io non so, non riesco ad accettare che sia così. E' una questione delicata, perché ci sono sbagli in cui i danni non sono subiti soltanto dai protagonisti dello sbaglio, ma anche di quelli che li circondano.

Uno di questi è il divorzio. Dicono che non ti puoi divorziare, in chiesa, se non perché qualcuno ha commesso adulterio. Io non sono d'accordo con questo. Chiaro, non sono neanche d'accordo con quelli che si divorziano perché lui l'ha guardata male o lei non ha fatto bene il cibo. Io credo che il matrimonio sia un compromesso, qualcosa che si fa con la testa e non soltanto con il cuore, un compromesso di dividere l'esistenza con una persona diversa di te, che ha difetti e qualità, che ha certi gusti e manie, e che non cambierà per diventare quello che c'è nell'immaginazione dell'altro. Che questo è uno degli sbagli più comuni di chi si sposa: pensa che potrà cambiare il suo compagno per farlo diventare un principe azzurro. Se si ama una persona, la si ama così com'è.

Ma ci sono situazioni che non so se si possono sopportare per sempre. Diciamo pure che due persone si sono sposati senza pensare. Per una gravidanza, per uscire dalla casa paterna, per tante ragioni... e poi si rendono conto che le cose non vanno bene. Noi siamo, alla fine, esseri umani, e gli esseri umani la maggior parte del tempo sbagliano, sia di proposito o involontariamente. Allora, non dico che non si deve lottare per raggiungere una soluzione. Non dico che alla prima discussione si deve rinunciare al matrimonio. No. Parlo della fine della strada, quando tutto già si è fatto, o quando le persone sono già così stanche di lottare che non ce la facciono più. In queste opportunità, cosa dobbiamo fare, condannare queste persone alla sofferenza eterna perché "il matrimonio non si può finire"?

Così è che nascono le doppie vite. Felicità fuori di casa, facendo finta che tutto sta benissimo. E poi, dentro di casa, l'inferno. Oppure maltratti, parole cattive che feriscono più che un calcio o un pugno in faccia. E se la coppia ha dei figli, e questi sono abbastanza grandi per capire un po' cosa succede, allora l'inferno è più completo. I bambini qualche volta pensano che sia colpa loro. Anche se non fanno così, loro soffrono. Loro vedono la sua casa diventare scenario di guerra ogni volta che qualcuno dei suoi entra nella casa, e l'altro è lì. L'aria diventa pesante. Tutto tace. E il dolore si può quasi toccare in ogni cuore.

Non è più salutare finire le cose in pace? Non è meglio esseri onesti con se stessi? E con i figli? E con gli altri? Prima di fare qualcosa di peggio, che faccia soffrire ancora di più l'altro?

Ma quello che mi porta a scrivere non sono le motivazioni del divorzio. Ognuno con la sua coscienza. Ognuno con il suo amore, il suo egoismo (i matrimoni tante volte finiscono per l'egoismo di uno o dei due...). Ma qui io voglio dire che per me è meglio il divorzio alla sofferenza. Meglio abitare in luoghi diversi, ad abitare una sola casa e fare di questa un tormento diario, fino ad arrivare a non voler tornarci più. Meglio finire con l'ipocrisia che tante volte le persone esigono, chiedono, mettono sulle spalle dei diretti interessati, che alla fine dei conti non hanno niente da rendere conto agli altri.

Non è male chiedere di tentare. Non è male cercare di aiutare, quando la coppia cerca quest'aiuto e da confidenza alle persone (non troppe, fin per carità), e sperare che il matrimonio non finisca. Ma quando una cosa deve finire, deve finire. E le persone esterne alla coppia, esterne alla famiglia, non capiranno mai cosa succede dentro di casa. per questo loro non devono aprir bocca quando le cose finiscono. Non devono venire con l'argomento moralista-religioso che dice che "Dio ha fatto il matrimonio per non finire mai". E' vero. Dio lo ha fatto. Ma l'ha lasciato nelle nostre mani. siamo noi che facciamo la scelta di sposare qualcuno (grazie a Dio, per lo meno in questa parte del mondo). Siamo noi che tante volte non pensiamo, non vogliamo ascoltare consigli. Siamo noi. E ognuno è protagonista della sua storia, ognuno sa cosa fa e cosa pensa e sente. E nessun altro ha il diritto di venire ad imporre niente. "Rimani sposata oppure ti chiediamo di lasciare questo posto". Che assurdità. Eppure occorre.

Ripeto: nessuno ha il diritto di ficcare il naso negli affari degli altri. Nessuno ha il diritto di dire che è peccato divorziare. Nessuno ha il diritto di escludere le persone perché scelgono fare cose che non vanno d'accordo con quello che quel nessuno pensa. Non sono d'accordo con quei moralisti che mettono tutti in scatole: questo è peccatore, questo è giusto (segue tutte le mie regole), questo è divorziato, questa è puttana (non intendo offendere usando questa parola). Non sono d'accordo con la passività davanti alla sofferenza. Mamma mia, se stai soffrendo, fa' pure qualcosa! Ah, ma come dicono che non si può... come dicono che devi soffrire fino alla morte... allora facciamo finta! Non si può. Io non potrei. E non vorrei imporre a qualcuno il peso eterno di dover sopportare una sofferenza eterna.

Cosa c'è di male nel andare contro la corrente? Perché si deve sempre accettare quello che dicono gli altri senza pensare se va bene, senza riflettere si è davvero il meglio per noi? Cosa c'è di male in lottare, e nel stancarsi di lottare? Perché le persone parlano nel generale sempre? Non tutti sono uguali. Anzi, ognuno è un mondo. Cada caso è diverso. Ci sono quelli che divorziano per sport. E ci sono quelli che non sopportano più la tristezza. Non si può giudicare i due ugualmente. (Soprattutto, non si può giudicare). Non si può dire che il divorzio in generale è un crimine. Quando c'è bisogno, c'è bisogno.

Ebbene, il mio post si chiama domanda, ma faccio qui tante domande... non capisco ancora come le persone possono essere così ingiuste con le altre, senza importarsi veramente con loro, soltanto facendo pressione per avere un'apparenza di benessere... ma solo apparenza. E dopo dicono che sono servi del Signore e robe del genere. Già non so a chi credere... Misericordia!

2 de março de 2010

Proibido pensar?

Há muito tempo não escrevo. Há muito quero escrever, mas não sabia o que. E não sabia como escrever o que tinha na cabeça. São esses bloqueios que dão de vez em quando, quando se pensa em muitas coisas e não se consegue lidar com nenhuma. Como que se juntam todas, se misturam dentro da cabeça, e se negam a sair, claras e limpas, uma por uma.

Muitas coisas estão acontecendo, têm acontecido ao meu redor. Muitas mudanças e incertezas rondam minha vida estudantil. Muitas correrias e preocupações, esperanças e mais correrias, meu futuro próximo (muito, muito próximo, faltam só 3 meses!) casamento. Voltei das férias com muitas coisas rondando por ai...

Inconforme com a impossibilidade de ser eu. Não posso ser como sou nem na minha casa. Não posso me expressar (e trato sempre de ser o mais "delicada" possível ao falar do que penso, para "não escandalizar"), não posso ser sincera nem com aqueles que são mais vizinhos a mim. Não que eu me reduza às minhas opiniões teológicas. Só que a teologia é o que eu estudo. Faz parte de mim, do que eu quero ser, do que eu penso e vivo. Não posso me desligar da teologia quando entro na igreja. Não posso deixar meus pensamentos e opiniões na porta da igreja, só porque dentro dela se dizem coisas diferentes ao que penso. Não que os outros não possam pensar do jeito deles. Mas quando me dizem para me expressar, para ensinar-lhes o que tenho aprendido, é tão esquisito ver as caras de "terror", as expressões de "meu Deus a menina pirou", as frases diretas e a censura indireta (mas muito clara, dava para perceber), é tão incompreensível! Acaso não foram eles mesmos que me enviaram a estudar no seminário?

Dizer que "o seminário virou liberal" não é excusa para aqueles que não quiseram ouvir. E que não querem. Mas se não deixam que eu fale, pelo menos me deixem tranquila no meu canto. Mas não. Ainda por cima tenho que ir no psicólogo porque "o seminário me está deixando mal"! O que eu tenho aprendido me é cada vez mais querido. Muitas coisas tenho visto que confirmam o que aprendi, muitas coisas tenho ouvido para fechar os olhos e os ouvidos e voltar para o que era antes, para onde querem que volte. E mesmo que tenha que lutar, com os outros e sobretudo comigo mesma, para achar um equilíbrio, por fino que seja, nestes meus pensamentos confusos, prefiro esta maluquice confusa àquelas certezas pre-fabricadas que um dia me ensinaram como verdade absoluta.

Mas é difícil. É difícil perceber que virei um bicho raro. Difícil perceber que mesmo minha família me olha de ladinho nas pregações do pastor, para ver se "concordo ou não". Como se eu tivesse as respostas. É esse o problema das pessoas: não conseguem viver com as dúvidas. A dúvida é um buraco negro do qual se foge, sendo preferível morar na casinha feliz das coisas que se aprendeu desde sempre, que se repetem sem possibilidade de mudança. Melhor o conhecimento velho que a incerteza nova. E voltando à minha família, é meio complicado ouvir sua mãe dizer que quando Jesus vir você vai ficar, porque "estás morna, querida". Meio complicado mesmo pensar o que responder, pesar dentro de você mesmo as palavras, para não chocar os outros com a incerteza deste evento... eu não sei. Pode que ele venha. Se vir, seja bem-vindo. Se não, temos uma luta longa para tentar salvar este mundo moribundo que é nosso lar. Que se ele acabar não vai ser obra de Deus, mas nossa.

A igreja é um vício. Eu não posso deixá-la. Eu não posso deixar de gostar de cantar, orar, me reunir com meus irmãos para louvar a Deus (que é, para mim, o propósito original dos cultos), e não posso deixar de "ouvir a Palavra". Só que agora não é como antes. Não é tudo "lindo, maravilhoso, glória a Deus irmão!!!". Agora é uma luta. Luta para não reclamar das músicas sem sentido (pedir chuva, chuva, e para que carambas eles querem tanta água? Aquele negócio de que são metáforas não me satisfaz mais). Luta para não criticar a mulher que fica "ministrando" meia hora entre cada canção. Luta, sobretudo, para não encontrar coisas que não concordo nas pregações do pastor, ou de quem seja. Não que, repito, eu tenha as respostas. A minha não é verdade absoluta para os outros. Mas a deles não deve sê-lo para mim. E o problema é que eles querem que eu volte a engolir o que eles dizem como isso, como verdade absoluta. E também não é que todos os pastores sejam uns pregadores horríveis. Mas o que eles ensinam é o que vem sendo ensinado há tanto, mas tanto tempo, que já quase todo mundo sabe isso de cor. Todos os que tenham um bom tempo de igreja, pelo menos.

E não se quer mudar. Mesmo sabendo que algumas coisas não são assim (eles, muitos deles, passaram pela mesma cadeira de seminarista que eu ocupo atualmente), ou que se poderia dar ums perspectiva diferente dos velhos conhecimentos, eles repetem a mesma velha lição. A desculpa deles é o que mais me irrita. Não é porque é vontade de Deus (seria uma explicação cara de pau, mas nem tanto quanto a outra), mas porque "a igreja não está preparada, eles não estão prontos para saber isso". Mas, por acaso, os líderes não estão ai para ensinar? (e cuidar das 'ovelhas', mas isso é outra coisa) Levam tantos anos, ou mesmo poucos, criam igrejas do zero para que? Para seguir com a mesma coisa! Assim as igrejas nunca vão estar prontas. E isso me irrita. É como dizer que eles são inferiores, pobre povo que não entenderia. Ahh, e nós não, nós somos privilegiados. Temos o conhecimento, sabeos mais do que eles e não queremos lhes ensinar.

Por acaso o seminarista estava preparado quando começou a estudar? Que eu saiba, eu não estava. Mas aprendi. E, na medida do possível, fui assimilando as coisas, tentando encaixar as coisas de uma forma coerente para mim. Há muitas coisas que ainda não encaixam. E tudo está bagunçado. Mas pelo menos eu posso pensar, posso pegar os conceitos, ponderar o que me serve e o que posso deixar de lado. É complicado, porque não é conhecimento humano. Ou é, mas é mais do que isso. Porque mexe com a fé, com aquilo que é Deus, o grande mistério da nossa vida. Não é algo como matemática. Eu uso a matemática, mas ela não me define. A fé define. E é complicado mexer. Mas, para mim, é necessário. Para mim foi bom perceber outras realidades, ver outras caras na velha moeda. Pode ser que não todos possam fazer isso. Mas deveriam lhes dar a oportunidade de tentar.

E então fui silenciada aos poucos. Cada dia se fez mais difícil saber o que falar, o que deixar guardado dentro de mim. E se fez mais difícil saber quem era eu. Eu já não sou o que era quando estava naquela igreja, quando morava com minha família. Eu não era o que sou, não pensava, criticava nem questionava nem a metade do que faço hoje. Estou tentando encontrar um equilibrio, porque acho que a crítica extrema me fecha às possibilidades. Mas não estou conseguindo muito. A crítica vem quase que automática. E o que penso... só Deus para me entender. Tenho tantas perguntas, tantos pontos vazios e peças do quebra-cabeça que não encaixam no lugar, e que muitas vezes nem têm lugar nele... Isto é doloroso. É complicado. É desanimador. Muitas vezes me perguntei se estou errada. Se ofendi a Deus com isso. Se estou sendo, como disse minha mãe, uma incrédula. Mas não posso voltar ao que era. Seja porque, como disse meu professor, a inocência se perdeu. Seja porque os eventos da minha vida e os que acontecem ao meu redor me confirmam que muitas coisas que nos vendem como brancas são na verdade marrom, cinza podre, verde venenoso. Talvez seja uma mistura de tudo.

Só sei que há mais coisas no fundo do que se mostra a primeira vista. E sei que muitas coisas não entendo, muitas coisas eu não sei. Algumas dessas coisas que não sei não me parecem fundamentais para a vida. Como se a existência de Adão e Eva fosse definir quem eu sou! E cada vez que vejo as confusões, as brigas e as condenações que se fazem fundamentadas em negócios desse tipo, vou andando com um pé atrás. Se algum dia eu vou entender tudo? Duvido muito. Só espero entender o fundamental para viver sem enlouquecer. E mesmo que esteja condenada a ir contra a corrente, condenada a viver procurando uma resposta às dúvidas (que no presente me parecem eternas, para sempre sem resposta), prefiro isso. É melhor ser, como minha mamãe disse, racional, analisar as coisas (e ela disse isso em sentido negativo: deixa de ser assim), tratar de entender um pouquinho de todas as loucuras que se encontram neste mundo. Tentar, só. Que esteja certa, isso já é outra história. Só Deus sabe...

8 de fevereiro de 2010

Pensierino...

Adesso che il tempo è passato, e che devo andare via, che le responsabilità e i problemi che avevo dimenticato si sono risvegliati e mi aspettano insieme...
Adesso che mi rendo conto di come volano via i giorni, e ci scappano di mano, e ci lasciano senza fiato di tanto trascinarci dietro loro...
Adesso che sento nel mezzo del cuore una amara tristezza...

Spero tanto che i giorni che arriveranno siano belli! Spero che l'amore mio mi rimanga accanto, capisca quello che mi manca, mi dia le forze che non riesco a trovare...

Spero che Dio sia con me... spero avere speranza, spero avere un qualcosa su cui appoiare la mia anima stanca, il mio cuore diviso, la mia disperazione...

Spero trovare la via da seguire, uscire del freddo buio, capire le cose che non riesco a capire...
Soltanto so, adesso, che la vita deve continuare... e che quello che mi aspetta non sono soltanto i problemi, ma che in mezzo a loro, brillando più che tutte le lacrime, sta la mia felicità... il mio futuro...

Ma adesso soltanto posso assistere alla mia propria vita dalla finestra...

2 de fevereiro de 2010

Come fare?

Adesso le mie vacanze sono quasi finite. Manca soltanto una settimana per andarmene via di nuovo. E non voglio. Ma allo stesso tempo voglio. Perché in quel altro paese sono libera di fare la mia vita. Nessuno mi dice cosa fare. E soprattutto, lì c'è il mio amore. Ma non voglio essere lontana dalla mia famiglia, non voglio lasciare il mio gatto, non voglio lasciare i miei amici. Che sono quasi gli unici che ho. Non che in Brasile non abbia amici. Ma non sono così vicini, è diverso... avere degli amici in chiesa è qualcosa che ho vissuto soltanto qui in Italia, solo nella chiesa di Mantova ho trovato qualcuno con cui parlare e non sentirmi diversa. Forse l'essere stranieri ci unisce? Adesso devo andare via. Devo continuare la mia lotta per conseguire la laurea, continuare la strada che ho scelto e che mi piace, ma che mi fa paura. Cosa farò dopo? Penso molto, moltissimo. Non so cosa Dio vuole di me. Io vorrei essere insegnante. Vorrei essere esegeta. Vorrei viaggiare col mio marito, abitare in tanti bei paesi, imparare lingue, avventurar mi in luoghi sconosciuti. Ma per questo devo fare ancora tanta strada. Devo prima costruire la mia vita insieme a lui, quello che ho scelto per me, il mio amore. Dopo vediamo. Ma è proprio questo "vediamo" che mi fa paura. La vita gira così tanto! Cosa sarà di me nel futuro? Potrò tornare qui, vedere questi posti belli, portare il mio Leo a conoscere un'altra faccia del mondo? Mi fa paura. Non voglio sentirmi fissa in un luogo, prigioniera senza la possibilità di uscire. Ho paura delle mie debolezze, ho paura di me stessa, ho paura che la vita mi faccia prendere un'altra strada, una che non voglio conoscere... non voglio rimanere sempre lì, sempre al lavoro, sempre nello stesso noioso posto... come fare? Sarà che chiedo molto della vita? Sarà che pensare e sognare di fare tutto è molta pretensione? Sarà che non conformarsi alla normalità è volere molto? E poi questa vita che la maggior parte delle volte ci porta difficoltà, pensieri, angoscie... mamma mia, aiuto! La vita ci trascina dentro al suo turbine di problemi e di felicità, e quando ci rendiamo conto siamo così lontani del ponto di partenza! E poi, ogni giorno una scelta da fare. Come fare la cosa giusta? Come far capire agli altri che non siamo più bimbi che si manipolano con i mignoli? Come dire agli altri che anche noi abbiamo dei piani, che quello che abbiamo già è destinato per qualcosa, che noi abbiamo la nostra propria opinione su certi argomenti "intoccabili"? Fare delle scelte è la cosa più difficile da fare quando affrontiamo la vita. Come si fa a capire cos'è meglio per noi? Come si fa a capire se stiamo andando per il verso giusto? Per adesso non so niente. Non so cosa sarà della mia vita. Non so cosa farò dopo finire l'università. Spero poter viaggiare. Questo è il più importante per me. Viaggiare. E con il mio Leo. Io voglio che anche lui veda che ci sono posti belli in altri paesi, che ci sono costumi diversi, lingue diverse, cibo diverso. Io voglio che lui viva un po' meno preso alla sua tradizione... sarà chiedere molto? Lui mi dice che anche lui vuole. Spero proprio di sì. Spero che la mia vita sia diversa di quella che ho visto vivere agli altri. Non chiedo tutto fiori. Soltanto lotte diverse. Problemi diversi a quelli che tutti hanno. Spero che la mia vita non diventi un carcere per me...

29 de janeiro de 2010

Orgoglio e Pregiudizio e... Zombie???

Settimana scorsa ho visto in biblioteca un libro che mi ha chiamata l'attenzione. Si chiamava "Orgoglio e Pregiudizio e Zombie", e aveva una copertina un po' diversa: una donna con mezza testa senza pelle e gli occhi rossi. Mi ha chiamata l'attenzione perché io amo i romanzi della Austen, soprattutto, appunto, Orgoglio e Pregiudizio. Dopo avere dato un'occhiata in tutto il "romanzo", soprattutto le parti che più mi piacciono, ho comprovato quello che avevo già pensato prima: quello, che neanche può chiamarsi libro, fa letteralmente schifo. Non capisco come qualcuno ha avuto il coraggio di prendere un capolavoro della letteratura mondiale e convertirlo in qualcosa tra un anime fatto alla svelta e un libro di avventure riuscito male.
Sembra che l'autore, Seth Grahame-Smith, non avesse più niente da fare che prendere il libro, un classico, e metterci la sua zampa distruttrice. Ma si può? Non so se a qualcuno questo "libro" è piaciuto, ma a me di certo no. E faccio il mio protesto. Se non hai immaginazione per scrivere un libro tutto tuo, non metterti a distruggere il lavoro degli altri!! Anche se, per fortuna, Jane Austen non può vedere quello che hanno fatto con il suo romanzo, i suoi lettori, quelli che amano quei libri così come sono, non possono fare a meno di rimanere indignati.
E poi questo, dopo tutta l’invasione di vampiri e lupi mannari, maghi, dragoni e cavalieri che uccidono dei mostri, dovevano pure prendere un libro buono e metterci degli zombie?
Spero sinceramente che questo libro-spazzatura rimanga presto negli scafali dei libri dimenticati. Spero che il suo successo sparisca pronto. Spero che le persone che non hanno niente da fare si trovino un lavoro decente, invece di fare soldi sulla fama ed il lavoro altrui. Perché la letteratura decente deve subire un altro colpo? Dopo tutti quei libri ridicoli che d’un momento all’altro hanno invaso gli scaffali? Ma quando saremmo liberi di tanta spazzatura?
E poi dicono che questi libri siano buoni perché i giovani leggono. Mi dispiace, ma a me piacerebbe più un libro di qualità invece che tanti libri che non valgono niente. I ragazzi d’oggi hanno bisogno di qualcosa di intelligente, fantastico e ben fatto, come le Cronache di Narnia, Il Signore degli Anelli, Cent’anni di Solitudine, i libri di Emilio Salgari e della Austen. Per chi vuole horror, legga pure Dracula o Frankestein, Edgar Allan Poe oppure Stephen King. Quando si leggono libri veri non si riesce più a supportare un libro qualunque.
Comunque, il peggio di questo libro è come il suo autore è riuscito a distruggere il mondo inventato da Jane Austen. Come ha potuto quel tizio prendere un mucchio di ninja e metterli in un scenario inglese del secolo XVII? Come ha fatto a distruggere la cultura che ci descrive così bene la Austen mettendoci cose come dojo e kung fu (niente contro il kung fu, ma nel suo proprio contesto...)? Come ha potuto prendere una buona storia romantica e metterci zombie, insomma? Sul serio, vai fare qualcosa di meglio, Grahame-Smith!

19 de janeiro de 2010

Delle invasioni e immigrazione...

Invasione straniera? Ma certo! Ci sono stati i longobardi, i visigoti, i franchi, gallesi, e tanti altri gruppi che sono venuti e hanno trasformato il volto di queste terre che oggi si chiamano Europa. Non è che vi siete dimenticati delle vostre origini? Non è forse che vi siete dimenticati di tutte le volte che siete stati in necessità, che ve ne siete andati in altri paesi per cercare una vita migliore?
E adesso, perché tutto questo razzismo? Perché il disprezzo, perché le occhiate di rimprovero a chi ha l'unico sbaglio di essere diverso, forse più nero, forse con un accento differente?
Che ci sono stranieri cattivi, si, ci sono. Ma di cattivi ce ne sono in tutti i paesi, nazionali e stranieri, che fanno del male e non se ne fregano del bene altrui. A Rosarno è successo questo. Gli africani che abitavano in quelle cattive condizioni, portati qui e lavorando non di certo per uno straniero, ma per italiani. Italiani che lasciano stare quella situazione. Finché le persone si stancano della miseria, finché non arriva un altro "bianco" a fare esplodere la disperazione repressa. Non dico che gli africani hanno fatto bene. Ma neanche quelli che gli hanno sparato addosso hanno pure fatto qualcosa di buono.
La cultura è qualcosa di mobile. In questo mondo moderno, chi non conosce un po' il mondo non ci sopravvive. E questo vale anche per l'Italia. Un paese tradizionale, certo. Non è che noi stranieri vogliamo cambiare il vostro modo di essere. Ma se voi non vi aprite al mondo, questo vi inghiottirà, presto o tardi. Perché un mondo, un paese che non cambia è un paese che non si rinnova.
Questo vale anche per le persone, questo è qualcosa che noi stranieri impariamo nella pelle, nel giorno dopo giorno, nel adattazione a regole diverse, costumi diversi, e che impariamo perché dobbiamo farlo, perché vogliamo rispettare quelli che ci accolgono bene, che si aspettano che parliamo bene la sua lingua, che rispettiamo quello che loro fanno. Ma anche noi abbiamo le nostre tradizioni, i nostri costumi e la nostra lingua. Sarà così tanto chiedere un po' di rispetto? Sarà chiedere troppo di non guardarci come se fossimo degli insetti, come se avessimo qualcosa in faccia, come se fossimo sbagliati soltanto per essere "diversi"? Che poi diversità ce n'è dappertutto. Immaginiate se tutti fossimo uguali! Ma che noia! Non è che vogliamo che voi lasciate di essere italiani, oppure che parliate la nostra lingua. Soltanto chiediamo il diritto a vivere, a esistere, e se in questo momento viviamo qui, e se facciamo quello che dobbiamo fare, che problema c'è?
Il problema dell'immigrazione, del razzismo, dell'intolleranza, è qualcosa che rode le fondamenta dell'essere umano, lasciandolo insensibile al dolore altrui, alle necessità altrui, a quello che ci fa tutti uguali. Se rimaniamo a vedere le altre persone come inferiori, oppure come esseri che non hanno dignità, anche non saremmo in grado di mostrare loro la nostra compassione quando ci sono momenti di difficoltà nelle loro vite. Le tragedie personali le vive tutto il mondo. Non è che poveri noi perché siamo stranieri. Ma neanche c'è il soltanto poveri voi italiani. C'è soltanto il dolore umano, il dolore delle singole persone. Se non ci apriamo agli altri per il colore della sua pelle, i suoi vestiti o il suo accento, di cosa servono festività come il giorno della memoria? Nel passato già tanti ebrei hanno sofferto per la discriminazione... e oggi? Pensate che non soffriamo a vederci mettere gli avvisi di "STRANIERO" ogni giorno, in ogni luogo? E' che vi dimenticate che siamo degli esseri umani proprio come voi?

8 de janeiro de 2010

Anno Nuovo...


E un altro anno è andato via. Con esso se ne sono andati tanti giorni brutti, tante mattine senza voglia di svegliarsi, tante difficoltà, lacrime, silenzio...
Anche se ne sono andate le belle giornate, in cui siamo stati con i nostri cari, in cui forse abbiamo riposato un po' di tutte le melanconie, in cui abbiamo presso dei bei voti, in cui abbiamo fatto quello che volevamo fare da tanto.
E adesso comincia un nuovo anno. Con tutte le sua giornate in "bianco", su cui potremmo scrivere la nostra vita. Vedremmo venire il giorno del nostro compleanno, vedremmo passare le foglie del calendario con tanta fretta come l'anno scorso. E sogneremmo, sempre, che il giorno seguente, il mese seguente, sia meglio di quello presente.
Per me ho un sogno ad essere realizzato. Il giorno che, da sempre, per le donne è chiamato "il giorno più bello della tua vita": il giorno delle nozze. E quando quel giorno arriverà (e sarà presto) io sarò, veramente, la più felice del mondo. No che non abbia paura. Paura del futuro. Paura degli sbagli. Paura, insomma, di quello che la vita ci porterà. Ma so che il mio sposo, che sarà soltanto mio, ed io, saremmo insieme ad affrontare tutto. Affrontare i cambiamenti. Affrontare le difficoltà, i sogni che vogliamo realizzare tutti e due i pensieri e le notti senza sonno per il lavoro ed il pagare l'affitto.
Spero che quest'anno sia davvero bello. In mezzo alle voglie. In mezzo ai pensieri. In mezzo alle difficoltà, al troppo lavoro (per il matrimonio e per lo studio, la tesi, ecc), ai viaggi e rimanere lontani tutta la settimana. Spero che quest'anno sia nuovo, tutti i giorni. E che, in ogni giornata, riesca ad scrivere delle belle cose. E che, anche se ci sono delle lacrime, loro stesse diventino bei dipinti, che dopo potranno essere guardate all'indietro e saranno ritenute come importanti.
Perché sono importanti. Un nuovo anno che sia tutto fiori e sorrisi diventa, credo io, noioso. Le lacrime sono importanti. Non le vogliamo, ma sono importanti. E sono, alla fine, parte della nostra storia, quella che abbiamo scritto nelle pagine degli anni precedenti, quella che scriveremo, giorno dopo giorno, nelle bianche pagine del nostro anno nuovo.

14 de dezembro de 2009

A Mulher Invisível, o mundo invisível

A mulher invisível é um filme brasileiro de comédia. É engraçado. E faz pensar. A trama do filme mostra um homem abandonado pela mulher que, depois de um tempo de luto, se encontra com uma mulher atraente, perfeita para ele, tão perfeita... e só ele a ve. Enquanto isso, a sua vizinha, uma mulher casada com um homem que a faz infeliz, sonha com o homem que vive no apartamento ao lado.
O que me chamou a atenção neste filme é que aqui não há só uma mulher invisível. Ou melhor, a cabe se perguntar qual mulher é a invisível. Porque neste filme há duas mulheres. E as duas são invisíveis. Uma é invisível para todo mundo. A outra é invisível para a pessoa que ela ama. A mulher invisível vista pelo protagonista representa tudo o que ele sempre quis. É uma projeção dele mesmo, um sonho, o desejo de não estar sozinho que faz com que este homem "fique louco" e invente uma coisa que não existe. Aqui se trata do homem que "ve só aquilo que quer ver". E muitos somos assim, muitas vezes, em determinadas situações. É mais fácil, afinal, levar a vida do modo que nos interessa, ver só as coisas agradáveis, ver o mundo do nosso jeito. Assim ele machuca menos. E podemos criar uma bolha na qual viver, isolados dos problemas dos outros, dos problemas do mundo. É o nosso mundo. É a nossa realidade. Mesmo que seja um sonho.

Por outro lado, está uma mulher de verdade. Todos sabem que ela existe, até o melhor amigo do protagonista se apaixona por ela. Mas quem ela ama, por quem ela se interessa, não percebe sua existência. Para ele, ela é literalmente invisível. No filme vemos que o seu marido a trata como uma coisa sem importância. Ela não tem direito a sonhar. Quando ele morre, ela fica livre. Mas tem medo. E quando se avizinha daquele por quem suspirou tanto tempo, ele confunde a sua realidade (já havendo passado pelo choque de reconhecer que a sua perfeita mulher não existe) com a realidade do mundo, na qual vive esta outra mulher. E pensa que ela é irreal. Afinal, ele estava tão concentrado no seu mundo que nunca reparou nela no elevador, na entrada do edifício, no seu próprio andar. E ela não fazia nada, também, para ser reconhecida. Se achava tão pouca coisa... isso acontece quando ouvimos ou somos tratados assim por muito tempo. Ou mesmo por pouco. Se a pessoa com quem moro me acha pouca coisa, com o tempo eu vou aceitar que deve ser verdade (sobretudo se se tem tendência à baixa auto-estima).

Bom, no final o protagonista reconhece a existência da mulher de verdade. Reconhece o seu valor. Sai do seu mundo (ou não, o filme mostra o homem indo atrás da mulher real junto com a mulher invisível) e mergulha no mundo real para procurar esta mulher que, mesmo sendo real, para ele foi invisível tanto tempo.

Muitas vezes, como já disse, nós passamos a vida enfiados no nosso mundinho. Pode ser o trabalho que nos absorve a vida, podem ser os nossos problemas. Podemos ser tão loucos para criar-nos pessoas invisíveis (em caso extremo, ou não? para pensar...) ou para inventar-nos problemas invisíveis. Mas geralmente nos basta com ver só aquilo que queremos. Porém, há um mundo lá fora, um mundo no qual vivemos. Um mundo que tem muito a oferecer, experiências novas, realidades novas. E também um mundo que precisa de nós. Se ficamos enfiados na nossa bolha de sabão, escapando da realidade, não vamos fazer nada de relevante. Não vamos cumprir nossa missão que, para mim, é ajudar a fazer deste um mundo melhor. Para o nosso próximo. Para os nossos vizinhos, os outros seres que habitam este grande mundo.

Como não poderia deixar de fazer alusão, é importante que nós, como "igreja", não esqueçamos que nosso lugar não é dentro de quatro paredes, cantando e ouvindo pregações todo domingo, terça, quarta, ou quinta. O nosso lugar é fora, nas ruas, nos lugares onde há miséria. A nossa bolha de sabão, nossa realidade irreal deve ser deixada de lado, devemos procurar a realidade, mesmo com todas as dores, com todas as mágoas, mas com todas as satisfações, com todas as alegrias que possa trazer. Jesus veio ao mundo a salvar este mundo, a sarar os feridos, amar os esquecidos. Sua igreja deve seguir seu exemplo. Devemos deixar de enxergar só aquilo que nos interessa (geralmente os pecados alheios) e passar a ver o que devemos ver. O que é real.

Quando o homem do filme percebeu seu erro, e toda a bagunça que fez, e a dor que causou à mulher real, optou primeiro pela saída fácil: voltar à mulher invisível. Algo que todos, em algúm momento da nossa vida, fazemos. É quase uma coisa instintiva, no ser humano, procurar a saída mais simples. Mas geralmente o melhor a se fazer é também o mais difícil.

Este filme, com todas as situações engraçadas, faz pensar. Mostra os dois lados da moeda, as duas invisivilidades do mundo. Por isso é um filme interessante.

12 de dezembro de 2009

Ahhhh Hipocrisia...

CALA A BOCA SEU BABACA!!! SÓ FAZ CRITICAR A CASA E SEUS PROFESSORES. AGORA VEM COM ESSE DISCURSO QUE AMA O SEMINARIO. O QUE VOCE TEM FEITO PRA AJUDAR O SUL? R: NADA!!! ENTAO AO INVÉS DE FOMENTAR DEBATES QUE NAO LEVAR AO A LUGAR NENHUM, PROCURE USAR TODO SEU "CONHECIMENTO'' PRA FAZER ALGUMA COISA. SE JUNTE AOS QUE ORAM E BUSCAM REALMENTE UM MEIO DE SALVAR UMA CASA QUE ESTA ATOLADA NUM MAR DE LAMA E DIVIDAS.

Este e-mail, recebido por um amigo de um remetente anônimo, é absurdo. Como é possível alguém que diz que "ora" (ai que coisa linda!) chamar um seu irmão em Cristo de BABACA? Como é possível que alguém que se diz ser vo do Senhor escreva um absurdo destes? Agora quem está inconforme com certas situações que estão acontecendo no seminário onde moramos e estudamos não pode falar! Não pode protestar! Já são poucos (quase ninguém) os que se atrevem a falar em voz alta suas opiniões, dúvidas e reclamações. E quem o faz recebe cartas ANÔNIMAS, ameaças e insultos! Que beleza, e isto por parte de quem se proclama defensor do seminário, crente fervoroso que "ora" e busca uma solução para o seminário... só que puxando o saco não se soluciona nada!

Ahhh hipocrisia, temos que estar dentro do molde, senão somos apontados como os ruins, os que não fazem nada por ajudar... claro, a gente tem que baixar a cabeça e morrer de medo e calar ante as injustiças às quais somos sometidos... e ainda tem gente que fala que estão fazendo tudo pelo bem de quem mora-estuda no seminário! É absurdo! É hipocrisia se dizer cristão e escrever uma coisa dessas. É hipocrisia pôr a máscara de santo, de crente, e ameaçar o próximo! É hipocrisia, é antiético, é totalmente ridículo que alguém queira calar a quem tem todo o direito de opinar, de expôr seus pensamentos!

Até onde chegarão estes "cristãos" que "oram" (da mesma forma que os fariseus oravam)? Até onde irá o seminário se ninguém se levanta para protestar? Ai de nós! Quando deixaremos o medo? Quando de verdade agiremos para procurar melhorar o nosso lugar de estudo e moradia, sem pensar nos interesses da instituição somente? E nós? Não temos voz? Não temos opinião?



11 de dezembro de 2009

Día de Censo en Belén

José y María llegaron a Belén al mediodía. El emperador César Augusto había dispuesto que se empadronasen los habitantes de las colonias romanas, y miles de ciudadanos volvieron a su villa de origen para hacerlo. La familia de José, oriunda de Belén, era la misma de David, el mítico rey bíblico, aunque su rama habíase venido bastante a menos. La necesidad lo obligó a emigrar a Nazaret, a muchas leguas de Belén, y él y su mujer tuvieron que recorrer a pie el largo camino de regreso. Estaban fundidos. El viaje había resultado particularmente duro para María, embarazada de su primogénito.
Buscaron alojamiento en una posada, pero eran caras y estaban repletas. Al final se acomodaron en una pesebrera habitada solo por una mula y un buey. Empezaban a descansar cuando apareció un eficiente empadronador del Departamento de Estadísticas que, al saber de los dos inquilinos del establo, acudió a cumplir con su deber e incorporarlos al censo.
Tras indagar por nombres y edades, sondeó el estatus económico de la pareja.
- ¿Profesión del varón?
- Carpintero -respo
ndió José.
- ¿Profesión de la mujer?
- Hogar -respondió María.
- ¿Ingresos mensuales?
- A veces poco y a veces nada -respondieron en coro.
- ¿Casa propia?
- No, pieza de alquiler.
- ¿Aljibe en casa?
- No, tinaja prestada.
- ¿Animales domésticos de su propiedad?
- Ninguno.
- ¿Trajes?
- Las dos túnicas que llevamos puestas.
El censista, conmovido, anotó "Estrato 1" y formuló la última pregunta:
- ¿Nombre de los antecesores del jefe de familia? Supongo -agregó-: que serán desconocidos, con lo cual escribiré N. N.
- Eso sí que no -protestó indignado José-. Sepa usted que soy pobre, pero de muy buena familia, pariente del rey David, y que entre mis antecesores no hay ningún N.N. Ya que lo preguntó, anote con buena letra.
Y empezó a dictar al sorprendido encuestador:
-Abraham engendró a Isaac; Isaac engendró a Jacob; Jacob a Judá, Judá a Fares, Fares a Esrom, Esrom a Aram, Aram a Aminabad, Aminabad a Naasón...
- Perdone: ¿ese Naasón lleva tilde? -interrumpió el funcionario.
- Sí, por tratarse de palabra aguda terminada en ene -respondió José, y prosiguió imperturbable -: Naasón engendró a Salmón (no confundir con Salomón, por favor), Salmón a Booz, Booz a Obed, este a Jesé y Jesé al rey David.
- Muchas gracias -dijo el empadronador aliviando el brazo.
- No, no, la cosa sigue: David engendró a Salomón, Salomón a Roboam, este a Abías, Abías a Asa, Asa a Josafat, Josafat a Joram...
- Mijo -lo detuvo María¿: voy a recostarme porque me siento como mareada.
- Anda -dijo José, y continuó-: Joram engendró a Ozías, Ozías a Joatam, Joatam a Ajaz, Ajaz a Ezequías, este a Manasés, Manasés a Amón, Amón a Josías y Josías a Jeconías y sus hermanos... ¿recuerda la historia del cautiverio en Babilonia?
La noche caía sobre el portal de Belén y José seguía dictando.
- Creo que sí -comentó el agobiado funcionario, que ya había llenado seis papiros proforma con los antepasados de José.
- Bueno, pues Jeconías engendró a Salatiel, Salatiel a Zorobabel, este a Abiud, Abiud a Eliaciam, que engendró a Azor...
- ¿Con zeta?
- Sí; los Asor con ese son una familia distintísima. Le decía que Azor engendró a Sadoc, Sadoc a Aquim, Aquim a Ekiud, Ekiud a Eleazar...
En ese momento una luz celestial iluminó el pesebre y flotaron cantos angelicales. José se vio obligado a gritar para que lo escuchara el agotado censista:
- Eleazar engendró a Matán, Matán, que era mi abuelito, engendró a Jacob, y Jacob, que era mi papá, me engendró a mí...
Se oyó entonces el llanto de un recién nacido y, desde el fondo del establo, agregó la voz dulce de María:
- ¡Y José acaba de engendrar a Jesús...!
El funcionario largó mamotreto y lápiz y cayó de rodillas, maravillado.
Por Daniel Samper Pizano
* Daniel Samper Pizano es un muy conocido y buen humorista colombiano

10 de dezembro de 2009

Meu amor

Esta é a musica que eu mais gosto. Meu amor a toca só para mim... Te amo muito meu Leonardo!